A funcionária da Sercomtel S/A, M.C.M, 48 anos, perdeu R$ 25 mil no conto do bilhete. O golpe foi aplicado por volta das 11 horas de ontem, por um casal, quando a vítima saía de sua residência, na avenida Rio de Janeiro (centro). Segundo boletim de ocorrência da 10ª Subdivisão Policial (SDP), a funcionária pública foi abordada por um homem de aparência humilde, que perguntou-lhe onde ficava a rua Nogueira, pois estava procurando um parente. Em seguida apareceu uma mulher de meia-idade, bem vestida e falante, prontificando-se a ensinar o endereço que o homem procurava.
De acordo com a descrição feita no boletim, o endereço estava escrito no verso do bilhete premiado. Ao pegá-lo a mulher teria indagado se o bilhete estava premiado. A resposta positiva veio de pronto. O homem teria dito que era analfabeto e procurava alguém para ajudá-lo a receber o prêmio de R$ 100 mil. A funcionária contou que a mulher então teria pedido para ir a uma lotérica verificar se realmente o bilhete estava premiado. O homem teria exigido uma garantia em dinheiro para liberar o bilhete e prometeu uma recompensa de R$ 20 mil pela ajuda.
M.C.M. não teve dúvida em ir à agência centro do Banco do Brasil, retirar o dinheiro que tinha na poupança e entregá-lo ao homem. A outra mulher a acompanhou até uma lotérica, onde se constatou que o bilhete estaria premiado. Na volta da lotérica a vítima não desconfiou quando não encontrou o golpista no local marcado. A funcionária afirmou que tinha certeza de que o ‘pobre homem’ voltaria, pois ela tinha em mãos o seu bilhete premiado. A vítima só procurou a polícia depois que a mulher também desapareceu, deixando-lhe o bilhete ‘premiado’. Só então ela notou que o número do bilhete havia sido adulterado. Até o final da tarde de ontem a polícia não tinha pistas dos golpistas.
A Polícia Civil prendeu ontem em Londrina o ladrão de bancos Augusto Aparecido Pedroso. Ele fazia parte da quadrilha de Enivaldo Vieira, Joel da Silva Ferreira e Carlos Burle, que assaltaram, em 31 de janeiro, o Banco do Brasil em Santa Cecília do Pavão. Da quadrilha, somente Carlos continua foragido.
(Paulo Ubiratan)

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