Mulher alega que sargento não dirigia casa de massagem
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sexta-feira, 13 de julho de 2001
Marta MedeirosDe Maringá 
Marilda Vicenzia, companheira do sargento da Polícia Militar, André Ruberval Rufanti, negou ontem a participação dele na administração de uma casa de massagem que era utilizada como ponto de prostituição em Maringá. A mulher assumiu toda a responsabilidade e disse que atualmente administrava somente uma casa do Bairro Aeroporto. O prazo para o sargento se apresentar termina na próxima segunda-feira, às 15 horas.
Segundo o delegado responsável pelo inquérito, Aparecido José Gregório, Marilda disse que é namorada do sargento e que somente alugava os quartos para programas por R$ 17,00. Algumas informações dela de fato batem com depoimentos das garotas detidas no dia da operação, afirmou o delegado. Conforme Gregório, é possível que a polícia indicie o sargento no crime de manter casa de prostituição no lugar de rufianismo, como havia afirmado o delegado-adjunto da 9ª Subdivisão Policial de Maringá (9ª SDP), Nilson Rodrigues da Silva. A princípio os crimes são parecidos, mas até agora os indícios enquadram o sargento como a pessoa que mantinha uma casa, informou o delegado.
Em operação surpresa realizada durante a semana, a polícia fechou oito casas de massagem, depois de identificar 12 endereços diferentes através de anúncios em classificados. O trabalho surgiu por causa de uma série de denúncias de vizinhos constrangidos com o movimento das casas localizadas em bairros residenciais da cidade. Para reforçar a onda de moralização, o comando da 9ª SDP também decidiu proibir anúncios ousados de garotas de programa e de boates nos classificados de jornais.


