Adriana Pereira da Silva, de 22 anos, personagem de matéria veiculada pela Folha na semana passada, conseguiu um pouco mais de conforto depois que sua história foi relatada, mas até ontem continuava enfrentando o drama da falta de transporte. Paraplégica e grávida de cinco meses, anteontem ela deixou de fazer o pré-natal que estava marcado no Hospital de Clínicas (HC) porque a van que iria buscá-la não apareceu. A suspensão forçada das sessões de fisioterapia também a preocupa. ''Quase não tenho sentido o bebê mexer'', relata.
Adriana perdeu os movimentos da cintura para baixo depois que levou cinco tiros, no mês de julho, durante uma suposta tentativa de assalto na varanda de sua casa, no Jardim Campos Verdes, em Cambé (13 quilômetros a oeste de Londrina). Só depois ficou sabendo que estava grávida. Nos últimos dias, ela ganhou um colchão d'água (que deverá ajudar no tratamento de suas escaras), uma cadeira para banho, uma cesta básica, um colchão de casal, um carrinho de bebê e R$ 100,00. ''Tudo isso está me ajudando. Estou conseguindo dormir melhor'', comemora.
A agente de transporte da Companhia Municipal de Trânsito (CMTU), responsável pelos agendamentos de transportes especiais, Pollyanna Maria de Oliveira, explicou que estava tudo certo para que uma van da Francovig que presta este tipo de serviço a pegasse em casa antes das 7 horas. Porém, segundo Pollyana, o veículo teve problemas mecânicos e a CMTU não foi avisada. ''Estamos dando atenção especial ao caso de Adriana, por se tratar de um parto de alto risco'', garantiu a agente.
A assessoria de imprensa da Francovig informou que a dificuldade em avisar a CMTU da impossibilidade do transporte pela van se deu pelo feriado no serviço público, na última quinta-feira.

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