Presa há cinco anos, Isabel Cristina Lopes Briviglieri vai a júri popular na próxima segunda-feira. Ela é acusada de ter mandado matar o marido, o agente penitenciário Claudinei Briviglieri, 35 anos, em 2005. O crime aconteceu na manhã do dia 26 de janeiro, em frente à casa da vítima, no Residencial Quadra Norte (Zona Norte de Londrina). O agente penitenciário voltava do trabalho da Casa de Custódia de Londrina e foi executado com um tiro na cabeça.
O crime chamou a atenção por ter sido o segundo assassinato de um agente penitenciário na época - o crime anterior aconteceu na Avenida Saul Elkind, em junho de 2004. Outras mortes ocorreram em janeiro de 2008 e outubro de 2009. A promotora da 1º Vara Criminal, Susana Feitosa Lacerda, afirma que a morte de Briviglieri não tem ligação com os demais assassinatos.
''A defesa vai fazer com que os jurados acreditem que há uma ligação e que a mulher é inocente. O fato é que ela recebeu um seguro de vida gordo. O Ministério Público acredita que ela mandou matar por causa de brigas familiares e com o objetivo de receber esse seguro. Tanto que uma semana depois da morte dele já tinha um outro homem na casa dela e sobre isso há provas nos autos'', disse.
O advogado de defesa, Mateus Vergara, afirma que não só há uma ligação na morte de Briviglieri com os demais agentes como também acredita que a desestrutura familiar pode ter sido um fator que contribuiu para amorte de Briviglieri. ''A polícia suspeita da Isabel erroneamente porque ficaram perdidos e não conseguiam encontrar quem matou. Então a prendem e dão o caso como resolvido'', disse.
''A polícia nunca investigou o fato dele ser agente. A filha de Isabel, de 12 anos, na época era amiga do executor. O crime organizado não escolhe determinado agente. É como em São Paulo, havia ordens por parte do PCC (Primeiro Comando da Capital) para matar policiais, independente de quem fosse'', alegou o advogado. ''Nesse caso, a criminalidade mata quem está próximo e se esse executor já sabia dos problemas da família, pode ter usado isso como um facilitador para tirar a vida do agente.''

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