A bóia-fria Terezinha Martins, 41 anos, acusada de matar oito pessoas de uma mesma família, em outubro de 99, no município de Nova América da Colina (32 quilômetros ao sul de Cornélio Procópio), foi absolvida por cinco votos contra dois, ontem, durante o julgamento realizado no Fórum de Assaí (36 km a leste de Londrina). O júri durou 21 horas.
De acordo com a promotoria ela teria ateado fogo no barraco de madeira em que morava a família de Maria Aparecida da Silva. De acordo com o inquérito a confusão teria começado na semana anterior ao crime. Segundo testemunhas, Terezinha teria prometido se vingar. No incêndio morreram Maria Aparecida da Silva, 20 anos, grávida de três meses, seus filhos Erivaldo Luís, 5 anos, Gislaine Aparecida, 3 anos, e Willian, 2 anos. Também morreram no local o sogro de Maria Aparecida da Silva, Anselmo Mendes da Silva, 47 anos, e as crianças Gilmar Cardoso, 3 anos, Luiz Cardoso Júnior, 2 anos, e Jordan da Silva Cardoso, de dois meses. As três últimas vítimas eram sobrinhos de Maria Aparecida da Silva.
Terezinha Martins foi liberada logo após o julgamento, mas aguardou a vinda dos parentes para deixar a delegacia. Segundo o delegado Maurílio Antônio Avelar ela estava apreensiva. ‘‘Ela tem medo de retaliações ou de vingança dos parentes’’, comentou.
O promotor de Justiça Walber Alexandre de Souza afirmou que está convicto da culpa da bóia-fria, mas adiantou que ainda não sabe se vai recorrer. O prazo para recurso termina na próxima terça-feira.

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