Uma ex-funcionária e uma idosa que viveu em um abrigo localizado na zona sul de Londrina acusam o proprietário do estabelecimento, Giacomo Aldo Bombardi, de maus-tratos aos pacientes. Bombardi teria dado tapas no rosto e deixado os pacientes (que são, na sua maioria, portadores de deficiências mentais ou físicas) sem água à noite, segundo as acusações. Ele nega tudo.
Mario CesarConselho Municipal de Assistência Social vai fiscalizar Casa LarA Casa Lar fica na Rua Oduvaldo Viana, no Parque das Indústrias. A aposentada Joana Borges da Silva, 72 anos, conta que trabalhou como cozinheira na Casa Lar de 14 de julho a 15 de outubro. ‘‘Um dia vi ele (Giacomo) batendo na cara de uma paciente porque ela chegou na cozinha e colocou o dedo em um prato onde tinha ovos fritos’’, contou. ‘‘Ela chegou a chorar.’’.
Mario CesarGiacomo Bombardi: ‘‘Uma barbaridade’’Segundo Joana, esta não foi a única agressão que presenciou. ‘‘Ele judia muito dos pacientes. Um dia disse para ele que se o paciente é doido, que leve para uma clínica, mas que não era para ficar batendo’’, relatou Joana, mais conhecida como dona Santa.
Outra que faz acusações contra Bombardi é Francisca Oliveira Lima Jordão, 66 anos, que morou na Casa Lar até o mês passado - atualmente ela está vivendo na casa de dona Santa, no Parque das Indústrias (zona sul). Ela disse que conhece a mulher de Bombarbi, Maria José, há vários anos. ‘‘Morei dois anos em uma outra casa dela, no Parque Ouro Branco e lá fui bem tratada’’, relatou. ‘‘Depois saí, fui morar com parentes e voltei para a Casa Lar faz uns cinco meses’’.
Segundo Francisca, os problemas começaram quando Bombardi resolveu trabalhar na Casa Lar. ‘‘Ele é muito bruto e grita com as pessoas’’, afirmou. Ela acusa Bombardi de querer economizar água ao máximo. ‘‘À noite ele fecha o registro da água e não deixava a gente dar descarga na patente dos banheiros’’, relatou.
Francisca disse que tem problemas de úlcera e de cirrose hepática e o médico recomendou que ela evitasse comida com muito sal, pimenta ou gordura. ‘‘Disseram que era onda minha e que eu não tinha nada’’, contou. Ela disse que só tinha uma alimentação diferenciada porque dona Santa se dispôs a fazer uma comida separada dos outros pacientes.
Para ficar na Casa Lar, Francisca contou que pagava R$ 180,00 por mês. No mês passado, ela resolveu sair e ir morar com dona Santa. ‘‘Achei um alívio sair de lá. Gosto mais daqui’’, contou. Ela está na casa de dona Santa há cerca de 20 dias.

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