Em meio aos concorrentes de primeira viagem, sempre aparecem no vestibular pessoas querendo mudar de profissão. Na maioria das vezes, há duas hipóteses. Ou elas estão no mercado há muito tempo e estão cansadas do que fazem, ou acabaram de se formar e descobriram que escolheram o curso errado.
O bancário Daniel Bregolin, 41 anos, é um dos que tentam mudar de ramo. Depois de 23 anos trabalhando em banco, quer ser professor. ‘‘Minha profissão está em extinção’’, afirma. Bregolin quer entrar no curso de Geografia.
Depois de se adaptar novamente aos bancos escolares, ele também pretende cursar Matemática. Nesse tempo, deve continuar a trabalhar como bancário.
Ricardo Piovesan, 25 anos, acabou de se formar em Administração de Empresas e já está querendo entrar de novo na universidade. Ele decidiu fazer Direito por achar que o mercado de trabalho não valoriza o administrador. Os amigos também tiveram influência na decisão. Muitos deles são advogados e puxaram o amigo para o lado deles.’’
Juliana da Silva, 24 anos, tem certeza de que escolheu o curso certo. Ela estudou Engenharia Química de 1994 a 1996, na PUC, e já trabalha na área. Mas não tem mais condições de pagar a mensalidade. (A.C. e G.V.)

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