'Muitos se tornam mais conscientes'
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 

No instituto União para a Vitória, localizado no Jardim União da Vitória (zona Sul de Londrina) e que atende crianças e adolescentes em contraturno escolar, o trabalho realizado por condenados à prestação de serviços à comunidade é fundamental para manter em dia a estrutura física da instituição. Atualmente, conforme explicou a coordenadora Thaiza de Carvalho, há 12 pessoas prestando serviço nos setores de serviço geral, pedreiro, eletricista e serralheiro. "Para a gente é ótimo porque não teríamos recursos para pagar essa mão de obra", conta.
Ela relata que muitos apenados são parentes das crianças atendidas e, no trabalho, acabam entendendo a importância da instituição para o bairro. "Eles chegam desconfiados e envergonhados, mas muitos se envolvem e participam das nossas atividades e promoções. Tivemos casos de prestadores que voltaram para matricular os filhos no instituto. Não são todos, mas muitos refletem durante o processo e se tornam pessoas mais conscientes", destaca.
Um rapaz de 25 anos condenado por tráfico de pequena quantidade de drogas é um dos prestadores de serviços à comunidade implantado no União para a Vitória. Reservado, ele conta que está trabalhando na instituição há quatro meses e que já se acostumou com o barulho das crianças. Morador do bairro, achou bom poder cumprir a pena perto de casa e acredita que teve sorte por não ser condenado à prisão. "Fiquei quatro meses preso antes da condenação e foi terrível", diz.
Como muitos jovens da periferia de Londrina, o rapaz nunca trabalhou formalmente. A primeira experiência com uma rotina de trabalho está ocorrendo no cumprimento da pena, o que o levou a pensar em procurar um emprego. "Tenho vontade de trabalhar, depois que acabar de cumprir minha pena penso em procurar algo", antecipa. (C.A.)


