Gerentes de bancos reconhecem que filas são um problema e afirmam que as agências oferecem recursos para tentar minimizar a situação. Segundo o superintendente de negócios interino da Caixa Econômica Federal (CEF), Ruy Barone, filas são um desrespeito aos trabalhadores, que perdem tempo, e também geram custos ao banco.
Barone informa que a CEF irá implantar bancos 24 horas. E cita ainda o home banking e a descentralização de determinados serviços (pagamento de luz e telefone na rede lotérica, por exemplo) como formas de diminuir as filas. Além disso, em períodos de sazonalidade (época de pagamento de PIS, por exemplo), a agência tem colocado mais caixas para agilizar o atendimento.
O gerente da agência centro do Banco do Brasil, Nilson José de Santos, acredita que uma das causas da formação de filas é a questão cultural, isto é, muitas pessoas ainda encontram resistência para utilizar o serviço de auto-atendimento - para o qual há funcionários à disposição dos clientes. Segundo o gerente, a diferenciação de filas (para clientes e usuários) acontece em todos os bancos.
Ruy Barone acrescenta à questão cultural, a concentração em determinado período de recolhimento de tributos e pagamento de benefícios como outro fator para formação de filas. Afirmando que a CEF adota o sistema de fila única para todos (tanto clientes quanto usuários), ele conta que uma pessoa fica em média de 20 a 25 minutos esperando atendimento na agência centro. (L.O.)

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