O presidente do Mamol, Valmir Rocha, informou que apenas um quinto das associações de bairro londrinenses funciona de forma regular. ''A principal causa da irregularidade está no fato de que muitos presidentes não querem deixar o cargo e não realizam eleições no prazo determinado pelo estatuto.''
''Devagarinho a gente vai acertar a situação das associações que funcionam irregularmente'', reiterou Rocha, assinalando que muitos moradores têm ligado para o escritório do Mamol, para denunciar irregularidades cometidas pelos atuais presidentes de bairro. ''A gente encontra muita resistência porque tem presidente que pensa que é dono da associação.''
Segundo ele, o Mamol irá cadastrar todas as associações para descobrir quando vencem os mandatos. ''Vamos também convidar os presidentes de associações que tiverem o mandato vencido para convocar novas eleições. Se o processo eleitoral não for aberto, o Mamol abrirá, desde que haja um candidato interessado em concorrer'', completou Rocha.
Conforme Rocha, para criar uma associação o primeiro passo é fazer uma assembléia entre os moradores. O Mamol fornece um modelo de estatuto, que deve ser registrado em cartório. Com um ano de existência, e se estiver legalizada e com resgistro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), a associação pode pleitear o título de utilidade pública na Câmara de Vereadores. Com mais um ano, pode obter o título de utilidade pública estadual e no ano seguinte, federal.
''Isso é importante porque a associação pode receber recursos da Prefeitura, do Estado e até do Governo Federal, além de poder participar de leilões da Receita Federal'', explicou o presidente do Mamol.
A Famol costuma organizar cursos para capacitar os novos presidentes de bairro. De acordo com Joel Corrêa, o último, que debateu o controle social no Sistema Único de Saúde (SUS), contou com 39 novos representantes de associações de moradores. (M.G.)

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