Curitiba - Com o processo emperrado na Justiça, as áreas supostamente atingidas pela poluição não foram recuperadas e os moradores não tiveram qualquer retorno por causa dos danos sofridos. Muitos continuam vivendo no mesmo lugar.
Débora Carlos Gonçalves, 35, construiu sua família no Guatupê, ao lado da sede da Recobem. Mudou-se para lá ''ainda mocinha'', com os pais, mas tem vivas as lembranças da época em que a empresa funcionou. A principal recordação é que o pai e o cunhado trabalharam no local por seis anos. ''Na época, a gente comia o peixe do rio e tomava a água. Acho que minha mãe morreu disso'', lamenta. Não há, contudo, nenhuma prova da ligação entre a morte e a poluição.
Débora conta ainda que ficava tudo a céu aberto e que cheiro era bem forte. ''Chegava caminhão toda hora''. Segundo ela, desde que a Recobem faliu, nada foi feito para amenizar o impacto. ''O perigo maior foi a falta de informação. A gente conviveu e ainda convive com o problema. E esse tempo todo que a gente comeu esse peixe e tomou dessa água?'', pergunta. (T.A.)

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