Muitos ficam fora do concurso da Copel
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domingo, 14 de setembro de 2003
Rosângela Vale<br> Reportagem Local 
O concurso para teleatendente da Copel que reuniu 87.192 candidatos para 225 vagas em todo o Paraná foi tumultuado em Londrina. Tudo por conta de um mal-entendido sobre o horário de entrada nos locais de prova. A informação de que os portões se fechariam às 13h30 constava no edital, mas não no ensalamento (documento que confirmava a inscrição de cada candidato e o lugar de realização das provas). Na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e em alguns colégios da cidade, muitas pessoas foram barradas e ficaram indignadas com a situação. As provas foram realizadas ontem das 14 às 18 horas.
O autônomo Paulo César Castilho Martins, 48 anos, chegou ao colégio Marcelino Champagnat às 13h32. ''O porteiro estava acabando de fechar o portão. Teve gente de Bauru que veio só para fazer a prova e não pôde entrar'', contou. A promotora de vendas Marta Paula Souza, 39 anos, era uma das dezenas de pessoas que se aglomeravam em frente ao Instituto Estadual de Educação de Londrina (IEEL). Ela reclamou da divulgação restrita do edital, pois nem todos os candidatos tinham acesso a um computador com Internet. A inscrição custou R$ 25,00.
Para a funcionária pública Maria Dulce Ferreira, 48 anos, a organização deveria deixar claro a proibição da entrada em caso de atraso. ''Fiz vários concursos e nunca vi isso. Sempre está escrito que o candidato deve estar no local meia hora antes. No vestibular, se ele chegar até 5 minutos antes do sinal ninguém o proíbe de entrar'', lembrou.
A técnica de ensino desempregada Vera Lúcia Lisboa, 37 anos, chegou ao Marista às 13h20, mas confundiu o tumulto causado por um evento religioso próximo ao colégio com a aglomeração do concurso. Nem se deu conta quando os portões foram fechados.
''Na UEL, a confusão também foi grande. ''Em alguns centros, teve gente que entrou às 13h40. Em outros, quem chegou pouco antes das 13h30 não pôde entrar'', disse o estudante de direito Nelson Gavetti, 21 anos, que estava reunindo assinaturas dos que, como ele, não conseguiram fazer a prova em Londrina. Até o final da tarde de ontem, a lista tinha cerca de 280 nomes. ''Mas é um número parcial. Muita gente foi embora sem assinar'', observou. A idéia é procurar ajuda na justiça e pedir a anulação da prova.
Segundo a coordenadora da aplicação da prova no Colégio Marista, Regina Maria da Silva, o que vale em todo o concurso é o edital. ''Às 13h30, o candidato tinha que estar dentro da sala'', informou. Foi o que aconteceu com a auxiliar de enfermagem Léia Zambrim, 40 anos. ''Cheguei às 13 horas e fui direto para a sala. Não dá para chegar em cima da hora em concursos'', justificou.
De acordo com Luís Rogério Oliveira Silva, coordenadr pedagógico da Copese responsável pela aplicação da prova junto com a PUC-PR em Londrina a previsão inicial era de 4 mil candidatos na cidade. Foram mais de 18 mil inscritos, quase 400 candidatos por vaga. ''Tivemos que ser rigorosos e cumprir o edital'', afirmou. O salário para o cargo de teleatendente é de R$ 607,00 mais R$ 301,40 de auxílio alimentação para seis horas diárias de trabalho.


