Muito trabalho no último dia do ano
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sábado, 31 de dezembro de 2016
Simoni Saris<br>Reportagem Local 
Enquanto muitas pessoas reservaram o sábado (31) para preparar a festa de Réveillon, para um grande número de profissionais o último dia do ano foi de trabalho intenso, especialmente para quem oferece serviços no setor de alimentação. Em alguns estabelecimentos, as atividades se estenderam até o início da noite. E haja disposição para depois de tanta correria ainda encontrar energia para comemorar a chegada de 2017!
O churrasqueiro José Aparecido Nascimento começou a trabalhar às 19 horas de sexta-feira (30), virou a noite preparando e cuidando dos assados nos fornos da Casa de Carnes Irmãos Furuta, no Mercado Shangri-Lá (zona oeste), e a expectativa era encerrar o expediente por volta das 20 horas de sábado, após 25 horas ininterruptas de trabalho. "Acho que aguento ficar acordado até a meia-noite, mas depois vou dormir. Estou muito cansado."
O proprietário do estabelecimento, Milton Furuta, disse que toda a trabalheira compensa. No Natal, o movimento neste ano superou em 20% o de 2015 e para o Ano Novo a estimativa era de que as vendas se igualassem às do ano passado. "É bastante trabalho, mas ainda vai dar tempo de ir para casa e descansar um pouco antes de comemorar a passagem de ano", comentou o comerciante.
Maicon Augusto Marques aproveitou a época de festas para garantir um reforço no orçamento. Ele trabalha no setor administrativo de um hospital e neste sábado fazia um trabalho extra assando peixes. Sob o forte calor emanado das três churrasqueiras comandadas por ele, Maicon não parava um minuto sequer. O movimento de clientes foi intenso ao longo de toda a manhã e se estendeu pelo início da tarde. "Comecei às 8 horas e vou até às 15 horas", disse. Questionado se depois do expediente ainda iria sobrar disposição para virar a noite, ele respondeu: "E como não comemorar?"
"Ainda bem que tem essas pessoas que trabalham para atender a gente que deixa tudo para a última hora. Graças a eles vamos ter uma ceia farta e deliciosa", declarou a advogada Luiza Nogueira, que buscava um corte suíno para servir na confraternização com a família. "Este final de ano foi muito corrido e acabei não tendo tempo de preparar nada. A gente sabe que é cansativo para essas pessoas que trabalham aqui nesse calor tão forte e espero que sejam recompensadas com muita prosperidade neste novo ano que vai começar."
Há 23 anos vendendo loterias, Jose de Souza tentava vender 60 bilhetes para a Mega da Virada, com oito apostas cada um. "Fiz essas apostas e agora estou vendendo os bilhetes. Quero vender tudo isso até o começo da tarde. E olha que sou pé quente, mas queria eu ganhar a Mega Sena", sonha ela.
DEMANDA ALTA
Na Confeitaria Hachimitsu, o proprietário Luís Gustavo Turini também não tinha do que se queixar. O sábado foi de grande movimento de clientes em busca da sobremesa ideal para adoçar a ceia de Ano Novo e para atender a demanda o expediente foi até às 18 horas nas lojas do centro, do Jardim Bela Suíça (zona sul) e dos shoppings Catuaí e Aurora. "Tem muita gente procurando por sobremesas e vamos trabalhar até às 18 horas. Não podemos reclamar do movimento nesse final de ano e tem que sobrar disposição para comemorar a virada do ano."
Nos supermercados, a movimentação de consumidores também foi grande desde cedo. As lojas funcionaram até o início da noite de sábado, mas a expectativa era de que o volume de clientes começasse a baixar a partir das 18 horas. "Ainda tem muita gente comprando os produtos para a ceia de hoje à noite, mas entre às 18 e às 19 horas já deve começar a reduzir o pessoal e depois de 30, 40 minutos o supermercado já fecha. Dá tempo de todos os funcionários irem para a casa para se preparar para o Réveillon", disse o gerente do Supermuffato da Avenida Madre Leonia Milito, na Gleba Palhano (zona sul), onde o expediente se encerraria às 20 horas.


