Quem nunca ouviu falar dos feitos de Santo Antônio? Várias são as funções a ele atribuídas, colocando-o entre os santos mais populares do Brasil. Invocado como casamenteiro e padroeiro dos pobres, o milagreiro também é reconhecido por aqueles que pedem a sua intercessão para encontrar objetos perdidos.
São muitas as histórias de que ele teria auxiliado casais, como intercessor dos solteiros que buscam felicidade no casamento. Tanto que no dia 13 de junho, dedicado a este santo (não por acaso, um dia depois do Dia dos Namorados), muitas promessas são feitas para conseguir um bom matrimônio. No entanto, conforme o padre Lucas Azzopardi, pároco de Pitangueiras (Norte) - que escreveu recentemente um livro que leva o nome do santo - a verdade é que ele foi um grande defensor do matrimônio como algo sagrado.
''Conta-se que, tomada pela miséria no século XIV, em Portugal, uma mãe decidiu prostituir a filha. Inconformada com esta proposta, a jovem foi à igreja para orar ao santo a fim de que a livrasse daquela desonra. Graças ao seu pedido, ela conseguiu uma boa quantia de dinheiro honesto com a qual poderia de casar'', relata o religioso. Outra história similar, de uma moça que queria se casar mas não tinha dinheiro para o dote, também foi solucionada por Santo Antônio.
Segundo padre Azzopardi, o mais importante é que, no século XII, o taumaturgo (aquele que faz milagres) foi defensor do matrimônio como algo sagrado em suas pregações contra os hereges, que negavam o valor dos sacramentos e defendiam a posse de bens terrenos. ''Aí vem o trabalho de Santo Antônio, que baseado nos livros da bíblia, defendeu, entre outras verdades, o matrimônio como algo sagrado'', explica o pároco. ''Ele era conhecido muito mais que um santo casamenteiro, era um grande pregador, que aprofundou seus estudos e conquistou, inclusive, o doutorado em Teologia'', completa.
Santo Antônio de Pádua, filho de São Francisco de Assis e Maria Teresa de Távora, nasceu em Lisboa, capital de Portugal, em 15 de agosto de 1195 e aos 15 anos entregou-se ao serviço de Deus no Convento dos Cônegos de Santo Agostinho, em sua cidade natal. Seriamente adoecido e ainda novo, em 13 de junho de 1231, o taumaturgo faleceu.
Após a sua morte, muitas graças extraordinárias que foram alcançadas por meio de sua intercessão começaram a surgir. Em apenas 11 meses, o papa Beato Gregório IX canonizou Antônio, na Catedral de Spoleto, colocando-o na lista dos santos. A partir de então, o aniversário de sua morte já era uma grande comemoração e segue até os dias de hoje. Inclusive, é o primeiro santo lembrado nas festas juninas.
Narrar as grandes obras do santo e comemorar o jubileu de ouro da instituição da Paróquia de Pitangueiras (Norte do Paraná), que serão celebrados em 17 de fevereiro de 2013, é o principal objetivo do livro do padre Azzopardi. ''Com o intuito de nos preparar dignamente para a festa de nosso pai e padroeiro Santo Antônio, tive a inspiração de organizar e escrever este material, com reflexões sobre a vida dele, contendo novena, trezena e orações diversas, como presente para toda a comunidade paroquial'', justifica o padre, acrescentando que a obra apresenta apenas alguns aspectos biográficos do taumaturgo e alguns eventos por ele realizados que mais se destacaram.

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