Segundo o Jornal Wall Street, o Orkut atrapalha os negócios de sua mantenedora, a Google, no Brasil. Pedofilia, racismo, tráfico de drogas... Não faltam relatos envolvendo episódios no site de relacionamentos. Há quem defenda a Internet e canais de relacionamento e bate-papo como forma de agilizar contatos, reencontrá-los e, em palavras, expressar aquilo que ensaiaríamos dizer no ''cara a cara''.
Para a psicóloga Cibelle Aguilar Bueno, a aproximação de pessoas através da rede social mais popular no Brasil - o aumento no número de acessos em um ano foi de 41% -, é útil e viável se tomadas algumas precauções. Nas palavras dela, a exposição e a noção do público ou privado é uma questão limítrofe nesse meio de comunicação, pois ''estamos sob os olhares de todos''.
Inserido e consolidado no meio moderno - são mais de 40 milhões de membros no Brasil -, o mesmo Orkut que expõe pode extrapolar as vantagens da economia de telefone e acessos à caixa de e-mails. Para Cibelle, basta saber utilizá-lo. ''É uma questão de escolha. A pessoa escolhe a que ponto sua privacidade vai ser invadida ou exposta.''
No que se refere ao contato, a psicóloga londrinense acredita que, no reino da Internet, o que predomina, na maioria dos casos, são as fantasias. ''É importante ter isso em mente: nos relacionamentos virtuais, não sabemos com que olhar a mensagem foi vista, com qual intenção determinado assunto foi dito. A ênfase fica a critério de quem lê.''
Nos domínios em que o sorriso, a voz e o toque não têm vez, reativar as relações que se desfizeram com o tempo é recomendável, faz bem e deixa o campo da fantasia. ''Os momentos que vivemos passam a ser reais quando podemos dividir com pessoas escolhidas. O Orkut pode ser tido apenas como um caminho para manter as relações em plena atividade, não pode ser tomado apenas como único meio entre as pessoas. Afinal o que seriam das pessoas sem os outros para testemunhar, dividir as reações e emoções?'', alfineta Cibelle. (T.N.)

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