Muito além da estética
Cerca de 792 mil estudantes de 6 a 14 anos participam semanalmente do Programa Estadual ''Bochecho com Flúor'', cujos sachês de fluoreto de sódio são fornecidos pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa). Segundo a diretora da Divisão de Saúde Bucal da Sesa, Ana Luíza Carvalho, o Governo do Estado adquire os sachês para as Regionais de Saúde que, por sua vez, distribuem aos municípios. ''A ação reduz de 30% a 40% o índice de cárie'', complementa.
Além do programa, conforme a diretora, desde a implantação do Programa Brasil Sorridente em 2004, do Governo Federal, 50 Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) foram criados no Paraná. ''Treze são em parceria com os Consórcios Intermunicipais, quatro estão em universidades e o restante distribuídos pelos municípios do Estado, que possui ainda 49 laboratórios de próteses dentárias'', enumera.
Ao contrário do que muitos podem pensar, o primeiro passo é procurar uma unidade básica de saúde. ''São os profissionais de lá que vão fazer a primeira avaliação. Procedimentos menores na gengiva, restauração ou canal são realizados nos postos. Se for o caso de uma cirurgia maior, uma biopsia ou necessidade de uma prótese são encaminhados ao CEO e laboratórios'', diferencia Ana Luíza.
E para quem tem poucos dentes, a diretora alerta que nunca é tarde para começar o tratamento. ''Os que restaram servirão de pilares para uma prótese. Além disso, com o tratamento adequado, conseguiremos aumentar a vida útil desses dentes. Por isso, não importa a idade ou condição bucal.''
Até mesmo porque, saúde bucal vai muito além da estética ou dificuldade de deglutição. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostram que o Brasil teve 14 mil novos casos de câncer de boca no ano passado. O Paraná possui uma taxa estimada de 14,38 casos de neoplasia maligna da cavidade oral para cada 100 mil homens e 4,39 casos para cada 100 mil mulheres. Em 2008, 6,2 mil pessoas morreram pela doença em todo País. (M.T.)





