Desde o início das atividades do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Estado do Paraná (NETP/PR), que foi inaugurado em 2013, foram atendidas 49 pessoas, um número considerado baixo pela coordenação, que acredita que muitos casos não chegam ao conhecimento do órgão.
A coordenadora do NETP/PR, Sílvia Cristina Xavier, ressalta que desde a sua criação, o órgão atendeu oito pessoas em situação de trabalho de exploração sexual, 38 em situação de trabalho escravo, três em cárcere privado e uma adoção ilegal. "Antigamente o tráfico de pessoas era a terceira atividade criminosa mais lucrativa, mas hoje superou o tráfico de armas e drogas, atingindo o topo dos crimes que mais oferecem retorno financeiro aos bandidos", afirma a coordenadora.
No Brasil, houve um aumento do número de casos de tráfico de pessoas. Segundo dados da Secretaria Nacional de Justiça, em seis anos foram registradas 500 ocorrências de brasileiros vítimas do tráfico de pessoas, uma média de 83,3 pessoas por ano. Somente no ano passado foram registrados 355 casos, um crescimento de 326% em relação à média dos seis anos anteriores.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 3 milhões de pessoas são traficadas no mundo por ano. Nos primeiros seis meses deste ano, houve uma queda na quantidade de denúncias em relação a anos anteriores, o que não significa uma redução do problema, mas indica o medo de vítimas denunciarem à polícia. (V.O.)

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