'Muita gente acaba morando numa prisão'
Curitiba - Atualmente, 40 países desenvolvem e utilizam métodos de prevenção por meio da arquitetura e do urbanismo. ''O que a gente vê é que muita gente faz um projeto de uma casa e tem que mudar por conta da criminalidade. Às vezes, transforma a casa numa fortaleza, com grades em todas as janelas e nas portas. Acaba morando numa prisão. Se a arquitetura fosse alterada de início, as grades nas janelas e portas serão desnecessárias'', afirma o tenente-coronel Roberson Bondaruk.
O estudo também verificou casos pontuais de casas, lojas, semáforos, ruas, praças e danceterias. A Universidade Federal do Paraná (UFPR) já definiu que criará um núcleo permanente de pesquisa sobre a arquitetura contra o crime. A Associação Comercial do Paraná (ACP) deverá criar uma câmara técnica de arquitetura contra o crime.
O Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) resolveu desenvolver um curso de arquitetura contra o crime para todos os filiados. ''Temos que eliminar na prancheta os problemas. É isso que queremos. Essas são idéias simples que tivemos para recolocar o trem nos trilhos. Temos que criar uma cultura da prevenção. Afinal, clientes satisfeitos sempre voltam. Criminosos também''.
Entre as dicas para ter a devida iluminação de ambiente foram destacadas ações como: maximizar as oportunidades para incidência de iluminação natural, usar diferentes pontos de iluminação para promover luminosidade consistente e reduzir contrastes entre luz e sombra; assegurar que todos os espaços internos, acessos, rotas de saída e sinalização estejam bem iluminados; evitar a iluminação de áreas não destinadas ao uso noturno; assegurar que a iluminação clareie de modo efetivo as passagens (subterrâneas ou passarelas) e pontos potenciais de emboscadas que são mais importantes que janelas ou estradas.
O paisagismo pode ajudar na segurança quando ele é usado como reforço de barreiras artificiais existentes ou quando serve como ponto de lazer para os moradores locais, reforçando a vigilância natural. Na maior parte das vezes ele pode servir de abrigo para delinquentes, incentivo ao ajuntamento de desocupados, ocultação da prática de crimes, redução da vigilância natural ao encobrir a visão de áreas livres, redução da distribuição de luz. (L.P.)





