Presos como Marcelo da Silva Ordalio, condenado a nove anos e quatro meses por assalto à mão armada, afirmam que o trabalho desenvolvido pela mãe Ruth mudou sua perspectiva de vida. Ordalio era um dos detentos mais agressivos do minipresídio e garante que desde que começou a receber ajuda e fazer orações mudou seu comportamento.
Ele lembra que por quatro vezes ficou isolado na detenção porque tinha agredido gravemente outros companheiros de cela. ''Posso dizer que mudei meu modo de ver as pessoas. Hoje, até meus familiares voltaram a falar comigo'', explica.
Assim como Ordalio, outros presos que não quiseram se identificar também afirmaram que a ajuda oferecida pela mãe Ruth tem sido fundamental. Vários deles já estão soltos e continuam fazendo visitas aos ex-colegas como forma de apoiá-los.
Os presos atendidos por Ruth, mesmo se mudando para outros Estados, continuam em contato com ela para falar como estão no trabalho e com a família. No Dia das Mães ela recebe dezenas de flores e telefonemas de ex-detentos.
Apesar de ter sido projetado para receber 160 detentos, o minipresídio de Maringá abriga 440. Segundo o delegado responsável pelo setor de Carceragem Temporária da 9 SDP, Emerson Fortunato de Abreu, a superlotação é o principal problema, mas os tumultos têm sido controlados também graças a ajuda de pessoas como Ruth. ''Acompanho o trabalho dela desde o início e acho muito válido. Temos que acreditar na recuperação das pessoas''. (G.F.)

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