Rebecca Freitas, graduanda de Licenciatura em Música na Embap, de Curitiba, e membro do Diretório Central de Estudantes (DCE) da escola, aponta que os alunos consideram positiva a formação da Unespar, mas esperam que esse processo seja acompanhado de investimentos adequados.
''Temos debatido o assunto desde o ano passado na Belas Artes. Sabemos que o projeto de unificação é antigo e entendemos que é positivo, porque a universidade tem uma função social mais global. Poderá trabalhar também com pesquisa e extensão, e não apenas ensino, para gerar conhecimento e estabelecer relações com a comunidade. Ou seja, ao mesmo tempo em que as faculdades se transformam em uma universidade, passam a ter mais responsabilidades. Portanto, precisam de mais recursos. Não basta apenas mudar de nome'', alerta.
''O que temos debatido e percebido é que o governo não tem sinalizado nessa direção (de investir mais). Para citar um exemplo: o prédio histórico da Embap está fechado e estamos estudando em espaços alugados há dois anos. A reforma não começa porque não são liberados recursos'', afirma a estudante. Rebecca aponta que os estudantes têm participado dos debates para a criação da Unespar. ''Há representação estudantil nos conselhos superiores, mas ela não é paritária. Alunos e técnicos não têm a mesma representatividade que os professores'', critica. (F.G.)

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