Mudanças são ótimas para a auto-estima
O diagnóstico era claro: com problemas nas articulações, Sonia Kawasaki, 72 anos, não poderia mais subir escadas. ''Procurava a parte rebaixada da calçada para subir no meio fio. Além disso, tinha problemas na circulação. Não podia esfriar o pé que doía. Até se eu tomava um sorvete doía a ponta do pé'', relembra.
Por isso, quando foi convidada a participar do grupo de karatê da terceira idade na Associação Londrinense de Karatê, há oito meses, a primeira coisa que Sonia verificou foi se seria possível treinar de meias. ''No primeiro dia, subi degrau por degrau, devagar, até o andar de cima. Hoje, subo e desço correndo, e sinto calor no pé se fico de meia. E nunca mais senti dores'', revela, acrescentando que seu equilíbrio também melhorou. ''Já caí ao subir em cadeira para alcançar um lugar alto, já caí ao lavar o chão, e agora não caio mais. Tudo melhorou. Rejuvenesci por dentro'', conclui.
Um pouco mais jovem, a decoradora Maria Aparecida Ferreira, 51 anos, sofre de lupus, e chegou às aulas de karatê com dores pelo corpo e dificuldade para andar. ''O médico recomendou uma atividade física, mas eu nunca gostei de academia, porque lá você não tem um objetivo. O karatê foi a descoberta da minha vida'', define.
Além de acabar com as dores e sentir uma melhora significativa na própria saúde, Maria Aparecida destaca que essas mudanças foram ótimas para a sua auto-estima e até na parte espiritual. ''Sempre fui religiosa praticante. Mas tudo o que eu aprendi na teoria na igreja eu vi na prática aqui nas aulas de karatê'', afirma. Outra vantagem destacada por ela é em relação ao autocontrole. ''Você aprende a contar até dez e controlar a sua raiva em vez de ficar remoendo. Vale a pena mesmo!'', garante.
O objetivo que faltava na academia, a decoradora encontrou no karatê. Em dois anos, ela já chegou à faixa vermelha (terceira graduação do esporte), e agora quer mais. ''Não vou parar. Quero chegar à faixa preta.'' (A.I.)





