Mudanças reduzem riscos em terminal
Lino Ramos Especial para a Folha
A Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) de Londrina vai instalar 16 câmeras de vídeo no interior do Terminal Urbano de Transportes Coletivos (centro) para ajudar na fiscalização, controle de veículos e na segurança. A velocidade permitida para os coletivos também foi reduzida de 20 Km/h para 10 km/h e as novas placas de sinalização já estão sendo implantadas. As medidas pretendem evitar novas tragédias como a morte de Ana Piccinin, 71 anos, atingida pela roda traseira de um ônibus em 30 de maio (ver texto nesta página).
A Comurb também instalou placas alertando sobre os locais de maior risco no interior do terminal, mas os usuários continuam abusando da sorte. Os ônibus andam devagar, justificou a costureira Luciene Barbosa Santos, 32 anos, após avançar sobre a área de saída para os veículos. Estava com pressa, mas presto atenção, justificou a doméstica Raulina Menezes, 38 anos.
Segundo a diretora de operações da Comurb, Lúcia Brandão, 180 ônibus circulam no terminal central em horário de pico, totalizando 1.800 entradas de veículos. A média de usuários é de 7 mil pessoas por hora. Lúcia Brandão reconhece que o terminal é um local de risco e que a morte de Ana Piccinin apressou os estudos para melhorar a segurança do pedestre. Um acidente sempre dá uma balançada, mas ainda não encontramos justificativas para o fato, lamenta.
A circulação de veículos dentro do terminal é controlada por 10 fiscais. Lúcia Brandão acredita que o sistema de câmeras irá facilitar o trabalho. Estamos implantando um sistema de vídeo para facilitar a fiscalização e não deixar dúvidas sobre eventuais problemas, disse. As faixas exclusivas para pedestres também estão sendo substituídas com um material aderente ao asfalto. O sistema de vídeo também deverá ser implantando na Terminal Acapulco.





