Mudanças para combater a evasão escolar
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quinta-feira, 05 de março de 2009
Fernando Rocha Faro<br> Equipe da Folha 
Londrina - A estatística do Núcleo Regional de Educação (NRE) indica que a cada 100 estudantes 38 são reprovados ou abandonam os estudos a cada ano nas escolas da região de Londrina. Para reduzir o índice e combater o desperdício de dinheiro pública, iniciativas como o ensino blocado, o Projeto Viva Escola e o reforço das quintas séries estão sendo colocadas em prática.
A divisão das disciplinas em blocos é uma experiência em nível estadual. Em Londrina, Rolândia e Alvorada do Sul, 12 escolas aderiram. A sugestão partiu dos conselhos escolares, que definiram as propostas em debates com participação dos alunos, professores, pais, funcionários e membros da comunidade externa.
O sistema passará por avaliação durante dois anos. Por enquanto, a adesão é voluntária. A divisão de disciplinas é a seguinte: Bloco A (português, história, filosofia, inglês ou espanhol, educação física e biologia) e Bloco B (matemática, física, química, geografia, sociologia e artes).
A divisão por semestre permite o aproveitamento das disciplinas já cursadas no caso de abandono. "Estamos buscando melhorar a condição de aprendizagem do aluno, que terá mais tempo com cada professor", explica a coordenadora da área técnica pedagógica do NRE, Rosana Lopes. Com a mudança, no entanto, o mínimo de 200 dias letivos continuam a ser respeitados.
Para José Donizetti Brandino de Oliveira, diretor do Colégio Estadual Vicente Rijo, o maior de Londrina, com um número menor de turmas por semestre o educador poderá prestar um atendimento melhor aos estudantes. "A tendência é expandir o sistema para outras escolas. Não podemos ficar parados e aceitar que temos baixos índices em relação à aprendizagem. É necessário fazer alguma coisa", ressalta.
Os números indicam também que a evasão e a reprovação ocorrem, em especial, no quinto ano do Ensino Fundamental. O remédio? Um acompanhamento mais próximo dos alunos, com um trabalho pedagógico mais pontual. Para isso, os professores ficarão mais atentos com o nível de conhecimento de cada estudante. "Vamos tentar acolher essas crianças e levá-las a entender que a escola é delas", acrescenta.
O terceiro projeto é o Viva Escola, que proporciona atividades complementares a partir de disciplinas curriculares, com o intuito de proporcionar a expansão da criança na escola. Oitenta escolas do Núcleo Regional de Educação já aderiram. "É o início da implantação da educação em tempo integral", ressaltou Rosana. As instituições de ensino implantaram projetos nas áreas de apoio à aprendizagem, integração comunidade-escola, expressão corporal e científico-cultural. As iniciativas abrangem de salas de apoio e centros de línguas estrangeiras a jornais e rádios escolares e fanfarras.


