Mudanças no trânsito geram queixas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 30 de março de 1999
Silvana Leão 
As mudanças ocorridas recentemente no trânsito de Londrina têm gerado reclamações por parte de motoristas. A demora para abrir os semáforos ciclovisuais em alguns pontos da cidade e a falta de sincronização (a chamada onda verde) estão entre as principais queixas.
Na Avenida Duque de Caxias (área central), a gente não pega mais um sinal aberto. Os passageiros se irritam muito, porque geralmente estão com pressa. E a gente acaba se irritando também, reclama o taxista Wellington Antonio da Silva, que trabalha no ponto 21, da Quintino Bocaiúva. Outro motorista, Darci Max Semer, fala que a demora em abrir o sinal acontece principalmente nas ruas próximas à Avenida Maringá (zona oeste). E quando o sinal abre, mal dá tempo de passar uns três carros e já fecha novamente.
A assessoria de imprensa do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) admite a demora do sinal em ruas como a Cristiano Machado e Tomazina, mas justifica dizendo que o local já está sendo estudado para chegar a uma solução. Em toda mudança, é comum demorar um tempo até o trânsito se ajustar.
Em relação à sincronização dos semáforos, o Ippul afirma que ela vem sendo feita de acordo com o limite de velocidade permitido na via. A diretora de operações da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), Lúcia Brandão, comentou que recentemente a companhia verificou falta de manutenção e equipamentos em alguns antigos semáforos, o que estava impedindo a chamada onda verde. Nós já estamos substituindo cabos e pequenos dispositivos (chave-mestres) que estavam danificados e acreditamos que dentro de 20 dias todos os semáforos da área central estarão sincronizados.
No cruzamento da Avenida Higienópolis com Rua Humaitá (área central), existe um semáforo específico para quem vai fazer a conversão à direita. Porém, os motoristas não podem utilizá-lo porque os carros continuam estacionando no local e impedindo a passagem dos veículos em trânsito.
A Comurb alega que, por falta de sinalização vertical, os agentes de trânsito não podem autuar os motoristas que estacionam irregularmente. Segundo o Ippul, o projeto de sinalização, vertical e horizontal, já foi enviado para a companhia, responsável pela colocação dos sinais de trânsito, no dia 12 de fevereiro.


