Mudanças no PAI ocorrem no fim do ano
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segunda-feira, 09 de abril de 2001
Lúcio Flávio MouraDe Londrina 
A descentralização do atendimento médico de rotina para crianças só entrará em operação quando todas as readequações no sistema de saúde do município de Londrina forem concluídas. A garantia foi dada ontem pelo secretário municipal de Saúde, Sílvio Luis Fernandes. Nossa previsão é que isto ocorra até o final do ano, calculou.
Um estudo feito pela secretaria, divulgado há três semanas, sugeriu a reestruturação do Pronto Atendimento Infantil (PAI), localizado na área central da cidade e construído na administração do prefeito Antonio Belinati, há dois anos.
A secretaria optou por suspender todas os atendimentos de rotina da unidade e pulverizá-los entre cinco pontos espalhados por todas as regiões da cidade. O atendimento do PAI ficará limitado a consultas de especialidades e, eventualmente, para atendimentos de emergência, que hoje significam apenas 10% das 7 mil pessoas que procuram o complexo todos os meses. O Pai consome R$ 390 mil dos R$ 2,4 milhões gastos pelo município com sa© úde.
Hospital da Zona Sul, Hospital da Zona Norte, Hospital Universitário (região oeste), Hospital Infantil (área central) e o Centro de Saúde do Jardim Leonor (região leste) as cinco unidades de descentralização passarão por adequações para que as condições de atendimento sejam semelhantes ao PAI, considerado um centro de excelência na área.
Todas estas unidades terão um sala de espera especial para atendimento pediátrico e funcionarão 24 horas. As obras serão financiadas parte por recursos da própria secretaria municipal e a outra parte pelo governo estadual. Fernandes não soube precisar quanto custarão estas readequações, mas afirmou que o valor não é muito alto. Também serão contratados novos especialistas para as consultas de hora marcada no PAI.
A redução do custo operacional para o atendimento das crianças, segundo o secretário, deve significar uma economia anual de até R$ 2 milhões. A economia operacional se dá na medida em que já temos uma estrutura montada nestes cinco pontos, com pessoal suficiente, que deverá ser otimizada, explicou o secretário.
Estes recursos deverão ser aplicados na implantação do Saúde da Família, programa que inclui atendimento domiciliar, gerenciado pelo município e mantido por recursos federais que exigem uma contrapartida de recursos da prefeitura.
O programa deverá ser relançado em maio. O objetivo é que sejam formadas 90 equipes de atendimento (composta por um médico, um enfermeiro, dois auxiliares de enfermagem e quatro agentes comunitários de saúde). Cada uma destas equipes atenderá cerca de 4 mil pessoas.
O Programa Saúde da Família foi lançado em Londrina na administração do prefeito Luis Eduardo Cheida com o objetivo de ser massificado gradualmente. Acabou emperrando nas administrações Belinati e Scaff, que abortaram todo o planejamento de expansão do alcance do projeto. Desde seu lançamento, o programa possui quatro equipes que percorrem apenas localidades rurais. Com a expansão, os trabalhos voltados à medicina preventiva e curativa chegarão em todas as regiões da cidade.


