Mudanças no mercado central da Matriz
De Curitiba
O Mercado Central da Rua da Cidadania da Matriz, na Praça Rui Barbosa, pode se tornar uma opção de compras ainda maior para o curitibano. Atualmente existem 598 boxes de comércio que até ontem podiam vender apenas um tipo de produto. Ontem, o prefeito Cassio Taniguchi assinou decreto (nº 705) estabelecendo igualdade de condições entre ambulantes e artesãos na venda de várias mercadorias. Os comerciantes não ficarão restritos a um só tipo de produto e poderão ampliar suas ofertas.
O Mercado passa a ser administrado pela Urbs e acabam também as filas de espera para permissionários. Todo box que ficar vago no Mercado deverá ser ocupado mediante processo licitatório realizado pela Urbs. 12 categorias de produtos e serviços não serão permitidos no local. Entre eles, os artigos religiosos, produtos explosivos, armas, munições, bilhar, fliperama e diversões eletrônicas, produtos eróticos ou pornográficos, açougue, peixaria, agência funerária e banca de revistas.
A mudança vai permitir, por exemplo, a venda de artigos de pesca, calçados, livros e brinquedos importados conforme legislação vigente. Com o decreto, ganham o consumidor e o comerciante. O comerciante poderá aumentar seus rendimentos com a diversificação dos produtos e o consumidor terá maior oferta de produtos, afirma Cassio.
Desde a criação do Mercado Central, tanto ambulantes quanto artesãos eram submetidos à Lei do Comércio Ambulante (Lei 6407/83). Desta forma, o artesão podia vender apenas o que produzia ou confeccionava. Para o ambulante, o comércio era restrito às áreas de alimento, vestuário, bijuteria, brinquedos não importados, artigos de couro e armarinhos.
A artesã Débora Márcia de Souza, que há 20 anos produz e vende peças de resina para uma clientela cativa, está avaliando as mudanças. Ela acredita que agora terá mais liberdade de comercialização e estuda para o próximo ano a possibilidade de diversificar seus produtos.
Criado em 1997, o Mercado Central vem se consolidando como um importante ponto de venda de Curitiba. Pesquisa feita pelo Ippuc no ano passado mostra que, pelo Mercado Central, circulam cerca de 20 mil pessoas por dia média maior até que parte dos shopping locais.Ambulantes e artesãos poderão diversificar seus negócios oferecendo maior número de produtos à população da cidade
Divulgação/SMCSMUDANÇASO Mercado Central da Rua da Cidadania passa a ser administrado pela Urbs e ofertará mais produtos às 20 mil pessoas que recebe diariamenteDivulgação/SMCSNOVOS CLIENTESA artesã Débora Márcia de Souza, que há 20 anos produz e vende peças de resina, pretende diversificar o comércio em seu boxe no mercado central





