A mudança no Imposto Predial, Territorial e Urbano (IPTU) proposta pela prefeitura de Londrina para os 170,3 mil imóveis da cidade deve demorar pelo menos 20 dias até ser votada pelos vereadores. Para o presidente da Câmara, Tercílio Turini (PSDB), as últimas seis sessões passarão por ''sérias turbulências'' até o dia 13 de dezembro.
O projeto que contém as alterações na planta de valores deveria ser protocolada ontem, na Câmara, mas ainda não saiu da mesa do prefeito Nedson Micheleti (PT). Mesmo a proposta sendo encaminha hoje, ainda assim não passaria pela votação desta noite porque precisa ser avaliada pelas comissões da Casa (somente a Comissão de Justiça tem 10 dias para apreciação). ''Temos poucas sessões para votar o orçamento, a reforma administrativa (fusão de secretarias e extinção de cargos e autarquias, entre outros) e ainda esta nova proposta. Para aprovar o IPTU ainda este ano, somente se houver um grande consenso entre os vereadores'', disse Turini, lembrando que não sabia detalhes do projeto. O presidente da Câmara comentou que, assim como o orçamento, as mudanças no imposto (que ampliaria a arrecadação de R$ 32 milhões para R$ 60 milhões em 2002) dificilmente serão aprovadas em uma única sessão.
Pelo novo sistema, dos 142 mil imóveis edificados, 72,2 mil sofrerão reajustes que variam de 10% a 500% (veja quadro). A faixa de isenção do imposto também subiu de R$ 3,5 mil para R$ 7 mil. A principal mudança está na extinção das chamadas taxas agregadas (conservação de vias e logradouros, bombeiros e iluminação pública), restando apenas a cobrança da coleta de lixo, fixada em R$ 0,58 para cada dia de coleta. ''Precisamos conversar com o secretário (da Fazenda) Paulo Bernardo, e também com técnicos e especialistas. O assunto é de interesse popular e os vereadores serão cobrados sobre o que for decidido'', explicou Turini, prevendo sessões extraordinárias para garantir o término das pautas.

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