As mudanças aprovadas pela Câmara no projeto que autoriza o funcionamento de mototáxi em Umuarama devem ser sancionadas esta semana pelo prefeito Fernando Scanavaca (PPB). Mas as empresas criticam as alterações, alegando que as exigências vão aumentar os custos e tirar muitos motoqueiros do trabalho.

Uma das mudanças é a obrigatoriedade de pintura personalizada das motos, para facilitar a identificação e coibir roubos. A nova lei determina que os mototaxistas precisam estar habilitados há mais de um ano e morar na cidade há pelo menos 2 anos. As motos não podem ter mais de 10 anos de uso e devem estar no seguro. Motoqueiro e passageiro terão de usar capacetes fechados.

As alterações foram discutidas entre a prefeitura e a polícia, por causa das reclamações sobre acidentes de trânsito, assaltos a mototaxistas e envolvimento de motoqueiros em roubos e outros crimes, incluindo dois casos de estupro de passageiras. O delegado Marcolino Aparecido da Costa quer ainda o cadastramento de todos os mototaxistas e o uso de crachás.

O dono do Mototáxi JB, Luiz Carlos da Silva, disse que as mudanças vão causar desemprego e aumentar os gastos. ''Poderiam pelo menos ter consultado as empresas e os motoqueiros'', reclamou. Umuarama tem 25 empresas de mototáxi, a maioria ilegal, e cerca de 250 motos.

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