Mudanças de temperatura lotam clínicas
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quinta-feira, 05 de agosto de 2004
Jacira Werle<br>Reportagem Local 
Pela manhã, frio. Na hora do almoço, a temperaturada sobe. A noite, a temperatura diminui outra vez. Haja saúde para que o organismo suporte todas essas mudanças. São as alterações bruscas e constantes que estão fazendo aumentar a procura pelos consultórios médicos. Porém, as crianças estão sofrendo mais, alerta a pediatra Solange Fátima Vidigal.
Solange acredita que ''as mudanças climatológicas mexem com o sistema imunológico das crianças.'' Dessa forma, elas estariam mais suscetíveis aos problemas. A médica contabilizou 10 atendimentos nos últimos dias com problemas de diarréia, vômito e febre. Ela acredita que as crianças estejam com virose e gripe. A médica explica que a virose mais mais comum é a provocada pelo rotavírus, que entraria no organismo pelas vias respiratórias, passando a provocar as incômodas dores de barriga, por vezes febre e até vômito. Segundo ela, o ciclo do vírus dura seis dias. O próprio organismo da pessoa doente passa a agir contra o intruso.
Solange diz que as mães devem sempre hidratar as crianças utilizando o soro caseiro, além de procurar um médico e seguir as orientações na hora da medicação. ''Por meio do soro são repostos os sais minerais que os pequenos perdem,'' orienta.
Aline Maria Rodrigues de Almeida, 18 anos, é mãe de Letícia, de 1 ano e 2 meses. A menina está gripada há quatro dias. Segundo Aline, a filha já teve pneumonia neste ano e ficou gripada por, pelo menos, quatro vezes. Ela culpa as mudanças de temperatura por parte dos problemas da garotinha. ''Ela fica irritada e não consegue respirar direito. Esse calor faz com que ela tenha dificuldade para respirar,'' acrescenta.
Outra criança que também já sofreu com a pneumonia neste ano foi Carolaine, de 1 ano e 3 meses, e deixou a mãe Michele Trevisan, 22 anos, preocupada. A menina chegou a ser hospitalizada. ''Agora a minha filha está com vômito'', conta. Segundo Michele, as várias alterações no clima facilitam que a filha fique doente. ''Nem sei quantas gripes ela já teve neste ano. O tempo está maluco'', avalia.
Segundo a gerente do Pronto Atendimento Infantil (PAI), Vera Roncaratti, nos meses de outono e inverno são atendidas 280 crianças em média por dia. Esse número de consultas corresponde 25% a mais do que nos meses de calor. ''Nós nos programamos para a procura mais intensa nos meses de frio,'' esclarece.
Vera explica que o clima interfere no tipo de doenças mais frequentes em cada época. Por isso o PAI mantem um cronograma e se prepara para atender a procura maior. Ela revela que, em épocas de mais movimento, os médicos chegam a fazer 320 consultas por dia.


