Mudanças criam confusão para pais e alunos
Apesar de ganharem um prédio novo para estudar, pais e alunos da escola estadual Cléia Godoy, em Londrina, não gostaram da novidade. Isto porque os estudantes, a maioria moradores do Parque Ouro Branco, Zona Sul, onde a escola ficava, terão que atravessar a PR-445 para chegar à nova sede, que fica no Jardim Tarobá. A solução encontrada pelo Núcleo Regional de Ensino (NRE), junto com o Conselho Regional de Educação Sul (Cresul), não agradou aos pais de outra escola, a Albino Feijó Sanches, que fica no Parque das Indústrias, também na Zona Sul.
A proposta do NRE, que seria discutida com a comunidade ontem à noite, é de que uma parte dos alunos de 1 a 4 série da Albino Feijó sejam transferidos para a escola municipal Mábio Palhano, que funciona no prédio ''antigo'' da Cléia Godoy. Com isso, a escola Albino Feijó poderia receber os alunos de 5 a 8 série da Cléia Godoy, que não precisariam mais atravessar a rodovia para estudar.
Na nova sede da Cléia Godoy, no Jardim Tarobá, ficariam os alunos que moram nas redondezas e que não precisariam atravessar a PR-445 para chegar à escola. No entanto, a reclamação dos pais de alunos da escola Albino Feijó é que a escola ficará mais longe de suas casas. ''Os pais estão reclamando que as crianças terão que andar no mínimo 1,5 km'', disse a diretora da escola Albino Feijó Sanches, Lúcia Cortez Martins.
Essa solução, segundo o chefe do NRE, professor Rony dos Santos Alves, atende também ao processo de municipalização gradativa do ensino de 1a 4 séries. ''Essa parece ser a melhor proposta para não termos alunos atravessando uma rodovia e correndo risco de vida. Os alunos da Albino Feijó estarão andando um pouco mais, mas estarão seguros. Pode causar estranheza num primeiro momento, mas ninguém será prejudicado'', afirmou. (C.P.)





