A entrada de dois novos membros - Moysés Leônidas (PDT) e Valdemir de Araújo (PMN) - na Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara sobre o o escândalo da Comurb (Companhia Municipal de Urbanização) pode estender os trabalhos até agosto. Ontem foi realizada a primeira reunião após o retorno do presidente da CEI, Flávio Vedoato (PTB), que estava em viagem à Itália.
Na reunião foram entregues cópias do relatório e da ação civil pública aos novos membros. A ação foi proposta pelo promotor de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Galatti, para apurar contratações irregulares (sem concurso) na Comurb. Os trabalhos da comissão serão retomados depois que Leônidas e Araújo lerem todo o material. ‘‘Temos que considerar a complexidade do assunto. O relatório tem 80 páginas e a ação civil pública, duas mil páginas’’, comentou Flávio Vedoato. Leônidas ocupará o cargo de vice-presidente da comissão.
Arquivo FolhaNo lugar de SalvadorO vereador Valdemir de Araújo assume como membro da comissãoA CEI investiga se houve apropriação indébita por parte de alguns vereadores de salários pagos a funcionários fantasmas.
Com a viagem de Vedoato à Itália, o vereador Tercílio Turini (PSDB) assumiu o cargo de presidente da CEI. O grupo decidiu chamar Vedoato para depor, pois três pessoas que recebiam da Comurb sem trabalhar constavam como lotadas em seu gabinete.
Quando retornou da viagem, Vedoato não aceitou se afastar dos trabalhos. As divergências levaram Turini, que era vice-presidente da CEI, e Salvador Francisco (PSDB) a renunciar aos cargos na comissão.
Os novos encaminhamentos dados por Turini tiveram como base apontamentos da Assessoria Jurídica da Câmara feitos a pedido dele. As notas classificavam o relatório de Galatti como parcial, por não ter responsabilizado o prefeito Antonio Belinati (PDT) e seu filho, Antônio Carlos, que era diretor financeiro da Comurb, pelas contratações irregulares.Arquivo FolhaNo lugar de TuriniO vereador Moysés Leônidas assume vice-presidência da CEIBenê Bianchi

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