A qualidade dos serviços prestados pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) pode cair depois que o governo federal realizar as mudanças na estrutura organizacional e regimental da instituição. O alerta é das entidades que representam os interesses dos servidores do INSS, que estão protestando contra a extinção de 17 das 27 superintendências regionais do INSS no País e o redirecionamento de cargos comissionados para a direção do instituto, em Brasília.
Estas modificações devem acontecer 180 dias depois da autorização ser publicada em Diário Oficial. Segundo a diretora do Sindicato dos Fiscais de Contribuições Previdenciárias do Estado do Paraná (Sinfispar), Stella Maris de Paula, envolvem ainda a redução de 236 para 80 no número de gerências de Arrecadação e Fiscalização e de Seguro Social, localizadas nos Estados.
A diretora do Sinfispar alerta que o direcionamento de cargos comissionados para a Diretoria Colegiada do INSS, com consequente extinção dos cargos em comissão para os servidores que ocupam função de chefia, vai refletir diretamente sobre os atendimentos ao contribuinte. A razão seria a desmotivação do servidor público. ‘‘Denunciamos o desmonte da instituição em todo o País. Estamos sem aumento há cerca de cinco anos e esta medida vai concentrar os melhores salários na direção do INSS’’, diz.
Para De Paula, a redução do número de gerências regionais vai influenciar diretamente na queda da capacidade de planejamento e da fiscalização de cada estado.

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