Mudança no HU não afeta atendimento nos postos
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terça-feira, 03 de julho de 2007
Adriana Ito<BR>Reportagem Local 
Onde foram parar os pacientes que lotavam os pronto-socorros médico, pediátrico, obstétrico, ortopédico e cirúrgico do Hospital Universitário (HU) em Londrina? Sem alterações significativas nos hospitais da Zona Norte, Zona Sul, Pronto-Atendimento Municipal e Infantil (PAM e PAI) nem Unidades Básicas de Saúde (UBS) até ontem, é possível concluir que o atendimento foi diluído entre todas essas unidades de atendimento à saúde.
''O HU tem uma procura espontânea pequena quando comparada à quantidade atendida pela rede municipal de saúde. São 3.500 atendimentos contra 30 mil procuras espontâneas só nos postos de atendimento 24 horas, localizados nos jardins Maria Cecília, Leonor e União da Vitória, além do PAM e do PAI'', alegou a secretária municipal de saúde, Marlene Zucoli. Ela acrescentou que, além disso, as 54 UBS do município realizam mais 60 mil consultas por mês. ''Comparado a esse número, o número de atendimentos que deixaram de ser realizados pelo HU é pequeno, e tem sido absorvido pela estrutura do município'', argumentou, calculando que os 3.500 atendimentos do HU, se divididos entre o número de postos de saúde, acrescentariam pouco mais de 60 pacientes por mês a cada UBS.
Nas unidades dos conjuntos Ernani Moura Lima e Armindo Guazzi (Zona Leste), servidores calcularam que a procura aumentou em cerca de 10%, o que não chegou a comprometer o atendimento. No conjunto Armindo Guazzi, a UBS ganhou um médico plantonista no período das 13 às 19 horas, para atender à procura espontânea. A medida, porém, não tem relação com o referenciamento do HU. ''A região Leste não tem um posto 24 horas, então resolvemos destinar plantonistas para as unidades do Armindo Guazzi e do Lindóia, em uma iniciativa que visa desafogar o PAM. Felizmente, isso coincidiu com as mudanças no HU'', explicou Marlene.
O HU não reduziu seu atendimento terciário, e por isso a mudança não motivou nenhuma modificação no sistema de trabalho do Samu nem do Siate. ''Na segunda-feira, tivemos um aumento significativo no número de pacientes, em torno de 30%. Mas acreditamos que isso seja decorrente do clima seco desta época do ano, e não das mudanças no HU'', informou Rosângela Libanori, gerente do Samu metropolitano. A procura em outros hospitais terciários e de referência, como a Santa Casa (que já trabalhava com o referenciamento), também não sofreu alterações significativas.


