Mudança no Calçadão depende de comerciantes
Construído em 1977, o Calçadão (área central de Londrina) já passou por algumas reformas, mas nunca sofreu um processo completo de revitalização. O assunto voltou a ser discutido ontem de manhã, na Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), onde a prefeitura mostrou aos comerciantes um anteprojeto da obra.
Os estudos para se chegar ao anteprojeto tiveram início no ano passado, segundo o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Mário Stamm Júnior. Queríamos encontrar uma maneira de melhorar o estilo arquitetônico, urbanístico e a funcionabilidade do Calçadão, observa.
O Calçadão, localizado na Avenida Paraná, ocupa cinco quadras, entre as Ruas prefeito Hugo Cabral e Minas Gerais. Uma das propostas do Ippul é de dar continuidade ao Calçadão, estendendo em três metros a calçada na rua Maranhão, entre as ruas Minas Gerais e Mato Grosso. Não vamos fechar a rua, avisa. Segundo ele, o aumento da calçada para oito metros se justifica pelo shopping que está sendo construído nas proximidades.
Durante a exposição aos comerciantes, Stamm Junior informou que o piso continuará sendo de petit-pavet, mas com um novo desenho. Está previsto ainda o reforço da linha vermelha - trecho em que será permitida a circulação de veículos de emergência (bombeiro, ambulância e polícia). Este trecho não será apenas pintado, mas ganhará uma base mais resistente para suportar cargas, relata. Mesmo na linha vermelha, a intenção é de utilizar petit-pavet.
A passagem de veículos de moradores de edifícios localizados no Calçadão deverá ser disciplinada. Segundo Stamm Júnior, uma hipótese é de distribuir aos moradores uma credencial para ter acesso aos prédios.
Uma das novidades do projeto é a construção de pórticos entre as ruas que cruzam o Calçadão. A idéia é provocar uma continuidade virtual entre as ruas, relata.
O Ippul propõe novos desenhos para quiosques, floreiras, lixeiras e bancos, a construção de banheiros em vários pontos e melhorias no sistema de iluminação. Além de manter a arborização existente, o projeto prevê que as floreiras contenham espécies da época.
Segundo Stamm Júnior, ainda não foi calculado o custo da revitalização. Assim que o projeto for aprovado pelos comerciantes, poderemos partir para o desenho definitivo para a Comurb (Companhia Municipal de Urbanização) executar a obra, afirma. O projeto deve levar até cinco meses para ser desenvolvido.Arquivo FolhaProposta da prefeitura é ampliar área, instalar pórticos e mudar floreirasLucilia Okamura





