Osmani Costa
De Londrina
A maior parte dos leitores da Folha, que respondeu à pesquisa sobre a Zona Azul feita pela Internet, considera injusta a cobrança pelo estacionamento de automóveis em vias públicas. O serviço é gerenciado pela Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) e operacionalizado pela Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel).
Os leitores também se manifestaram contrários às mudanças propostas pela Comurb e que devem vigorar em setembro, conforme matéria publicada ontem pela Folha. Os internautas criticaram a obrigatoriedade de o veículo permanecer na vaga no máximo uma ou duas horas, sem direito à prorrogação.
‘‘Às vezes, quando você vai a um banco ou loja, este tempo máximo de zona azul é pequeno. A gente fica numa situação complicada. Não dá para retornar e levar o veículo para outro lugar. Esta mudança vai estabelecer uma punição em dobro’’, comentou Abdao Ferreira da Silva. ‘‘Já pagamos vários outros impostos que deveriam garantir o direito de estacionamento público.’’
Paulo Ricardo Diniz criticou a falta de alternativas para estacionar no centro. ‘‘Seremos obrigados a ir para os estacionamentos particulares, que têm preços muito altos’’, disse. José Maria Costa Blanco considera excessivo o preço cobrado pela Zona Azul: ‘‘Trabalho no centro. Se eu deixar meu carro estacionado em média 20 dias, 8 horas por dia, terei que pagar R$ 96,00 por mês. É um valor muito alto para quem já paga IPTU, ISS etc.’’
A Zona Azul conta com 1.085 vagas nas ruas da área central. Por hora são cobrados R$ 0,60. A diretora de Transporte e Trânsito da Comurb, Lúcia Brandão, defendeu a cobrança e disse que o preço é até baixo para o fim que se destina. ‘‘O objetivo é gerar a rotatividade dos automóveis nas vagas do estacionamento público no centro. Garantindo assim uma maior oportunidade a todos que necessitam ir a esta região, que é a mais movimentada da cidade. Estamos democratizando o direito de ir e vir.’’
Segundo Lúcia Brandão, neste sentido a tarifa de R$ 0,60 para o estacionamento é baixa. ‘‘Para quem fica o dia inteiro, pode significar uma despesa alta. Mas o estacionamento pago existe para servir como estacionamento de alta rotatividade. O ideal é que ela seja usada por um tempo curto, que a vaga seja liberada o mais rápido possível. A taxa existe exatamente para que o usuário desocupe logo a vaga, para que outro possa usá-la’’, explicou a diretora da Comurb.
O motorista que estaciona sem o cartão vendido pela Epesmel - que arrecada cerca de R$ 70 mil mensais - está sujeito a multa de R$ 48,85 e perda de três pontos no prontuário da Carteira Nacional de Habilitação. Isso se ele não procurar a Epesmel para regularizar a situação.

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