Mudança na Zona Azul é debatida na Câmara
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sexta-feira, 07 de novembro de 2003
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
A Câmara de Vereadores ouviu ontem o diretor da Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel), padre Lídio Roman. Ele foi convocado para mostrar os balancetes do programa Zona Azul, cujo reajuste da tarifa foi solicitado ao Executivo na semana passada. Alguns vereadores já se posicionaram contra o aumento e querem ampliar a discussão para propor mudanças no sistema que contribuam com o funcionamento do programa sem a necessidade de mexer na tarifa.
Nos próximos dias, a Câmara pretende agendar uma reunião com membros da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) e Sindicato do Comércio de Londrina (Sincolon) para discutir o assunto.
Ontem, algumas sugestões já começaram a ser apresentadas. Uma delas, do vereador Roberto Kanashiro (PSDB), é a implantação de pontos de venda dos cartões de estacionamento no comércio local. Com isso, argumenta o vereador, a entidade diminuiria o risco do trabalho dos adolescentes e respeitaria a legislação. A Procuradoria do Trabalho considera o trabalho insalubre e deve entrar com ação judicial para suspender o serviço.
Para o presidente da Câmara, Orlando Bonilha (PL), o aumento na tarifa não é solução para a Epesmel, cujo balancete apresentado mostrou déficit de 20% nos últimos 8 meses. ''Não acho justo que se aumente a tarifa, mesmo porque acho que isso vai afugentar o usuário que deve passar para os estacionamentos pagos, onde há seguro e os riscos são menores'', argumenta.
Bonilha acredita que a discussão possa abrir caminhos para melhorar o funcionamento do sistema. ''Talvez possamos encontrar meios de reduzir custos ou mesmo conseguir convênios'', afirma.
O padre Lídio Roman mostrou-se aberto à discussão mas não opinou sobre as alternativas levantadas ontem. ''Essa é uma questão que precisa ser estudada'', disse. O pedido de reajuste está sendo auditado pela CMTU e, apesar da Epesmel não ter solicitado valores, o padre Lídio afirma que a tarifa ideal deveria ficar em R$ 0,75 a hora. Se o valor for confirmado será o mais alto do Paraná, junto com a tarifa da capital.


