Mudança na previdência é mostrada em Londrina
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quarta-feira, 13 de dezembro de 2000
Maranúbia Barbosa De Londrina 
O secretário estadual de Administração, Ricardo Smijtink, esteve ontem em Londrina anunciando mudanças na estrutura de funcionamento do sistema previdenciário dos servidores públicos do Paraná. A reestruturação, que deve ser implantada após passar pela Assembléia Legislativa, foi comunicada a cerca de 40 chefes regionais de diversos órgãos do governo. Com as mudanças, o sistema previdenciário irá funcionar também como plano de assistência de saúde. Estão previstas construções de ambulatórios e laboratórios de análises clínicas. Atualmente, somente Londrina e Curitiba contam com centro para encaminhamento de exames, consultas e cirurgias.
Durante a reunião, que foi realizada no Instituto Agronônico do Paraná (IAPAR), o secretário de Administração informou que o novo sistema previdenciário e de assistência à saúde foi formulado mediante o resultado de pesquisa junto ao funcionalismo nas cidades de Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Ponta Grossa e Guarapuava, entre julho e agosto deste ano. O Paraná Previdência, criado a partir da lei 12.398/98, desconta 10% da folha de pagamento dos servidores estaduais, independente do valor salarial. O dinheiro é destinado exclusivamente à aposentadoria e fundo de pensão. O antendimento médico-hospitalar dos funcionários é mantido com recursos das Secretarias de Administração e Fazenda.
Smijtink explicou que a proposta do governo é implantar um sistema de autogestão, rede credenciada de médicos e serviços e contratação de empresa administradora de serviços de assistência à saúde. A adesão, de acordo com Smijtink, será facultativa. A grande vantagem é que o servidor vai contribuir mensalmente de acordo com o número de dependentes e da faixa salarial, disse o secretário. Previsto para funcionar com valores menores do que os planos privados, o novo sistema não vai considerar limite de idade, como nos planos particulares.
Segundo Smijtink, cerca de 390 mil funcionários, principalmente entre 40 e 70 anos, serão beneficiados com as mudanças. O governo pretende subsidiar o sistema com valores em torno de R$ 5 milhões mensais. Durante a reunião, o secretário solicitou das lideranças estaduais da região um estudo sobre as propostas. Estamos abertos a sugestões, ratificou.


