O primeiro dia com a nova sinalização na Avenida Maringá, que passou a contar com semáforos de ciclovisual, foi de trânsito complicado e lento, com longas filas de carro, nos horários de rush, entre as ruas Jaguapitã e Maine. O problema está sendo ocasionado pela existência de dois quebra-molas entre um sinaleiro e outro, que obrigam os veículos a reduzirem drasticamente a velocidade.
Segundo o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Mário Stamm Júnior, os quebra-molas serão retirados hoje para facilitar o fluxo de veículos. Ele percorreu a avenida ontem, em vários horários, para analisar o trânsito.
‘‘Estamos fazendo observações in loco para avaliar a onda verde e o movimento das ruas transversais. Vamos continuar fazendo essas avaliações pelos próximos 15 dias para fazermos os ajustes necessários’’, informou. Na avaliação de Stamm Júnior, no primeiro dia, o sistema funcionou bem.
Para completar o trabalho na avenida, o Ippul ainda terá que demarcar as faixas de estacionamento e instalar as placas de orientação de tráfego. De acordo com Stamm, ontem os azulões passaram o dia orientando os motoristas, que ainda não se acostumaram com a proibição de se fazer conversões na avenida.
Alguns comerciantes também não se acostumaram com as mudanças. Na avaliação da proprietária da Padaria Pão Doce Pão, localizada no cruzamento da Maringá com rua Cambé, Marta Ricieri, para o comércio as mudanças têm trazido transtornos. ‘‘Antes, os pais pegavam os filhos na escola, vinham pela Maringá e viravam na Cambé, para fazer as compras. Como não é possível virar mais e também não pode estacionar ao lado da padaria, na Cambé, eles não têm parado mais’’, reclamava.
Segundo Marta, o movimento na padaria caiu bastante nos últimos dias. ‘‘Pode ser que as mudanças tragam melhorias, depois que a gente se acostumar. Mas, por enquanto, está ruim’’. João Kiyoto, morador do jardim Bancários, gostou das alterações. Segundo ele, antes era muito difícil cruzar a avenida, de carro, no cruzamento da rua Ibiporã. Ele faz o trajeto rotineiramente e perdia bastante tempo tentando atravessar a avenida. ‘‘Agora tem sinaleiro e ficou muito melhor.’

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