Um dia com 25 horas pode parecer utopia, mas não é. Uma vez por ano o dia ganha o reforço extra de 60 minutos, roubados no início do horário de verão. Embora muitos adorem esta medida, na opinião do médico Ângelo José Ambrósio, o vai-e-vem das horas pode prejudicar o organismo humano, provocando letargia, insônia, cansaço e moleza.
‘‘Não há nenhum estudo científico sobre isto, mas sabemos que o organismo funciona de acordo com o seu relógio biológico, o que é alterado pelas mudanças de horário’’, explica. Segundo o médico, embora as pessoas nem sempre percebam, elas precisam de 15 a 30 dias para acertar o seu relógio biológico, principalmente crianças e idosos.
As complicações psicológicas são outro fator importante, acreditam especialistas. ‘‘O ser humano é condicionado à rotinas e sofre alterações de humor quando elas se modificam’’, explica a psicóloga Dalma Teixeira. Segundo ela, as pessoas podem ficar mais mal-humoradas por perderem o final das tardes ensolaradas, quando podiam passear e se divertir. ‘‘Curitiba, especialmente, por ser uma cidade discreta e introspectiva, permite que durante o horário de verão haja mais descontração e melhores relacionamentos’’.

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