Mudança de vida com Terapia Comunitária
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terça-feira, 13 de dezembro de 2005
Fernanda Borges<br> Reportagem Local 
Trabalhar o sofrimento das pessoas. Esse é um dos principais objetivos da Terapia Comunitária. Para formar multiplicadores desse trabalho, a Prefeitura de Londrina, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, da Assistência Social e da Saúde, está oferecendo um curso, que vai até o dia 14, aos agentes de saúde, lideranças comunitárias e representantes de entidades ligadas à drogadição.
O Programa de Terapia Comunitária em Londrina existe desde 2002 e hoje conta com 33 grupos que atuam em todas as regiões da cidade. Segundo a coordenadora, Maria da Graça Martini, só em 2005 foram realizados mais de 5 mil atendimentos por meio de 300 sessões de terapias comunitárias.
''A novidade do curso deste ano é que foi feita uma parceria com a Secretaria Nacional Anti Drogas (Senad). Durante nossas atividades detectamos que a maioria dos problemas envolvem conflitos em família e problemas com o álcool'', disse.
As aulas do curso estão sendo ministradas pelo médico psiquiatra e professor da Universidade Federal do Ceará, Adalberto Barreto. Além de terapeuta familiar, Barreto é doutor em Psiquiatria pela Universidade René Descartes, Paris, doutor em Antropologia pela Universidade da Lyon 2, na França e licenciado em Teologia pela Universidade Santo Thomar de Aquino in Urbis, Roma.
Segundo o professor, a terapia comuitária possibilita às pessoas uma visão dos problemas, e também das soluções. ''Não é só a academia que proporciona conhecimento à uma pessoa. A vida gera conhecimento. A carência gera incopetência, e quando essa pessoa é acolhida, quando recebe um apoio do grupo, ela se sente melhor, fica mais forte'', disse.
Após o curso, as terapias comunitárias em Londrina passarão a trabalhar também com pessoas envolvidas com as drogas. Barreto afirma que é um trabalho de prevenção, mas que ajuda aqueles que estão começando a se envolver com as drogas ou com o álcool.
''A pessoa vem, fala de seu sofrimento e acaba encontrando outras pessoas que passaram por dificuldades semelhantes. Assim, a pessoa percebe o risco que corre se continuar a consumir drogas. Se for identificado casos graves que necessitem de um tratamento, essa pessoa será encaminhada'', ressaltou Barreto.
Ainda segundo o professor, qualquer pessoa pode participar da Terapia Comunitária, crianças, jovens ou adultos. ''Quando a droga e o álcool afeta uma família, os membros dessa família passam a não viver em grupo, há a falta do apoio. Na terapia essas pessoas podem encontrar isso'', conclui.
Serviço
Interessados em participar de algum grupo de Terapia Comunitária podem entrar em contato com o Centro Regional de Assistência (CRAS) da região em que mora, ou entrar em contato com o Espaço Vida da Secretaria Municipal da Saúde, pelo telefone 3337-4456.


