Os 23 professores do Centro de Língua Estrangeira Moderna (Celem) de Maringá protestaram contra decisão da Secretaria Estadual de Educação de mudar a sede da entidade para uma sala do Núcleo Regional de Educação. O Celem funciona há sete anos numa escola estadual. A mudança foi iniciada sexta-feira e, segundo os professores, a coordenação do Celem não recebeu nenhum comunicado a respeito.
Além de livros, material didático, escritório e vídeos educativos, o Núcleo quer levar também dois computadores e aparelhos de TV e vídeo comprados por alunos e professores. Ontem cedo, os professsores do Celem trancaram a sala da sede para evitar que os computadores também fossem encaixotados.
Desde que começou a funcionar em Maringá, em 1989, o Celem se instalou numa sala da escola estadual de 1º grau Ayrton Plaisant, no bairro Vila Operária. O Celem é subordinado ao Núcleo Regional da Secretaria Estadual de Educação e tem como objetivo ensinar, em cursos gratuitos de dois anos, línguas estrangeiras não incluídas na grade curricular, como o francês, alemão, espanhol, italiano e japonês.
Aos poucos, os professores montaram uma infra-estrutra que hoje, segundo eles, funciona perfeitamente. O Celem de Maringá é o maior do estado - atende 2.862 alunos de escolas estaduais (o que equivale a 70% do total de alunos da rede).
Graças a promoções, jantares e festas juninas, a comunidade escolar arrecadou o suficiente para comprar os dois computadores, a TV e o vídeo. O que os professores temem é que o Núcleo Regional de Educação desmonte a estrutura que levou anos para ser construída. O Celem de Maringá é o único em todo o Estado que tem secretaria, computadores, videoteca e biblioteca próprias.
A professora Maria de Lurdes Pedrosa, assistente da diretoria do Núcleo Regional de Educação, disse que a mudança de sede do Celem apenas ‘‘obedece ordem superior, que veio do Departamento de Ensino do 2º grau, em Curitiba.’’ Ela acrescentou que o curso está funcionando irregularmente, pois está sediado numa escola que atende alunos de 1ª a 4ª série do 1º grau.
Maria de Lurdes diz que os computadores e demais equipamentos também serão levados para ‘‘servir exclusivamente aos professores do Celem’’.

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