Buscar os próprios direitos não impede que o consumidor tenha algum prejuízo, além da dor-de-cabeça.
Segundo Rejane Aragão, as pessoas também precisam conhecer melhor e correr mais atrás de seus direitos. ''Geralmente, os consumidores reclamam somente pelo seu direito. Se isso não mexe no bolso dele, não denuncia'', observa a assessora jurídica do Procon. ''É importante reclamar mesmo nos casos se o valor em questão for pequeno; exigir seus direitos faz bem para a coletividade. Falta um pouco mais de consciência de cidadania'', analisa.
O advogado Marco Antônio Valle complementa que defender os interesses coletivos também cabe às entidades de classe, aos próprios Procons e às promotorias de defesa do consumidor.
Outro problema que o Direito do Consumidor ainda não foi capaz de solucionar foi a questão da influência da propaganda no consumo. ''A propaganda muitas vezes induz a pessoa a desejar ter aquilo que não é essencial para a sua vida. Isso atinge principalmente crianças e adolescentes, que acabam levando os pais a comprar algo que futuramente vai levar a um arrependimento, podendo inclusive prejudicar a satisfação das necessidades básicas da família'', alerta Rejane. Ela reconhece que o Código proíbe propaganda que leve a erro, mas afirma que apenas isso não basta. ''Por isso, é importante investir na conscientização de crianças e adolescentes'', aponta. (A.I.)

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