Mudança de comportamento após tragédia
Em novembro de 2008, Santa Catarina viveu uma de suas maiores tragédias naturais. O Rio Itajaí-Açu transbordou, alagando as cidades do Alto Vale, Vale do Itajaí e Foz do Itajaí-Açu. A chuva castigou as cidades, provocando deslizamentos em Blumenau (Vale do Itajaí) e no Norte do Estado. Mais de 130 pessoas morreram, a maioria no deslizamento de terra no Morro do Baú, em Gaspar (Vale do Itajaí), e milhares ficaram desabrigadas.
"Foi um divisor de águas para Santa Catarina e para o Brasil. Foi a maior tragédia registrada e isso exigiu novos comportamentos. Municípios como Blumenau e Itajaí, mais castigados no episódio, começaram investir mais em proteção e defesa civil e se tornaram referência em Santa Catarina", comentou Milton Hobus, secretário de Estado da Defesa Civil de Santa Catarina.
O Estado firmou parceria com uma agência de cooperação japonesa, que fez estudos e apontou a necessidade de melhoramento fluviais na bacia do Rio Itajaí-Açu, reforços nas encostas e construções de diques ao longo do percurso do rio. As ações estão começando a ser colocadas em prática. Na Região Norte, segundo o secretário, o problema está nas águas que vêm do Sul do Paraná. Projetos de melhoramento estão em fase de estudo.
Blumenau instalou um sistema de alerta para deslizamento. O governo estadual está adquirindo um sistema que vai interligar município e Estado para troca de informações em tempo real. "Nesse mesmo contexto está em fase de execução a implantação de planos de contingência e mapeamento de áreas de risco em cidades que demonstram sensibilidade em períodos chuvosos", disse Hobus.
Santa Catarina está investindo ainda em radares meteorológicos. O primeiro foi instalado em Lontras, no Alto Vale; o segundo será em Chapecó, no Oeste; e o terceiro será um equipamento móvel no Sul.(A.M.P)





