Mudança da lei não deve afetar ar
Israel Reinstein
De Curitiba
A nova lei de zoneamento e uso do solo, proposta pela Prefeitura de Curitiba, não deverá afetar a qualidade do ar. Pelo menos esta é a impressão da chefe da Divisão de Tecnologia Ambiental do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Ana Cecília Nowacki. Em uma avaliação superficial, ela entende que normalmente as mudanças realizadas pelo município têm favorecido para manter a qualidade do ar da cidade. O estímulo ao transporte coletivo e a implantação de parques são fatores que mantêm a boa qualidade do ar, afirma.
Apesar da avaliação de Ana Cecília, nos últimos dias, as manhãs de Curitiba têm ficado cinzas. Ela explica que, por causa da inversão térmica, os moradores estão vendo o horizonte da cidade, como se estivesse em plena zona industrial. O fenômeno impede a dispersão do ar e também da poluição, explica. No entanto, ela garante que mesmo como fenômeno, os níveis de poluição na cidade são aceitáveis.
Segundo Ana Cecília, dentro de seis meses, a região da Grande Curitiba deverá estar equipada com nove estações de monitoramento da qualidade do ar atmosférico. Segundo ela, a idéia é desenhar um x sobre Curitiba, com a medição do ar em quatro pontos opostos da cidade: Santa Cândida e Araucária, já existentes, e em Campo Largo e São José dos Pinhais, de modo a garantir um controle eficiente pelos órgãos responsáveis.
Atualmente a qualidade do ar de Curitiba é avaliada por seis estações. O Lactec, laboratório ligado à Copel e à Universidade Federal do Paraná (UFPR), mantém duas estações, uma em Santa Cândida e outra na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Já o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) avalia a qualidade do ar em quatro estações: duas estão em Araucária (região metropolitana) e uma no centro de Curitiba, nos jardins da Santa Casa, na Praça Rui Barbosa. As outras três estações ficarão em São José dos Pinhais, Campo Largo e mais uma em Araucária. Atualmente das medições realizadas pelo IAP, a única que tem apresentado índice desfavoráveis é a da Rui Barbosa. Isto aconteceria pelo tráfego intenso e a dificuldade de dispersão do ar em função dos edifícios.
Ana Cecília Nowacki afirma, a qualidade do ar normalmente é boa em Araucária e Cidade Industrial. O monitoramento do IAP mede o índice de fumaça, de material particulado e de dióxido de enxofre do ar.





