Luciana Pombo
De Curitiba
O secretário de Estado da Justiça e Cidadania, José Tavares, determinou ontem a troca da chefia de segurança da Penitenciária Feminina do Paraná, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. Ele acredita que a revolta iniciada na terça-feira tenha sido motivada por uma série de problemas entre as funcionárias, carceireiras e detentas. ‘‘As presas reclamam de autoritarismo, maus tratos, perseguição, desrespeito e abuso do poder’’, disse Tavares.
Por esta razão, as funcionárias que não se adequarem ao estilo de trabalho de Tavares serão substituídas. Entre o excesso de autoritarismo dentro do presídio, estaria a separação das homossexuais Vanessa Quinterino Naves, 20 anos, e Ágata Cristina Précoma, 19, acusadas de terem planejado e matado a mãe e a avó de Ágata no ano passado. ‘‘Não sabemos se este foi o estopim da confusão, achamos que não, mas já determinamos que as presas podem escolher as companhias de celas. A menos que isto atrapalhe a segurança do presídio, o que não era o caso’’, argumentou o secretário.
Das 139 presas, 12 pedem revisão processual e terão os casos discutidos pela Vara de Execuções Penais de Curitiba e cinco delas – bolivianas – deverão ser extraditadas para seus países de origem.
A diretora geral do presídio, Vera Lucia dos Santos, deverá ser mantida no cargo. ‘‘Ela tem a minha confiança. Por enquanto, permanece’’, declarou. Vera Lucia foi procurada pela reportagem da Folha, mas não quis atender aos telefonemas.

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