Em Londrina, existem cerca de 60 famílias muçulmanas e na região norte do Estado são quase 100. Além de possuir o único cemitério muçulmano do Paraná desde 1973, a cidade tem a segunda mesquita (Mesquita Faiçal) construída na América Latina e que há dois anos está sem sheik.
  Numa visita recente à embaixada da Arábia Saudita no Brasil, o presidente da Sociedade Beneficente Muçulmana de Londrina e Norte do Paraná, Samir Ali Zebian, aproveitou para solicitar um novo sheik para Londrina.
  Segundo o calendário muçulmano, hoje é o primeiro dia do Ramadan (período sagrado do islamismo) que começa sempre com a entrada da lua nova. Durante os próximos trinta dias, os seguidores de Ala passam por um período de purificação física e espiritual. ‘‘É o período da devoção e encontro íntimo com Deus’’, explica o Sheik Ali Achcar, do Centro de Divulgação do Islã para América Latina, que esta semana visita Londrina.
  No Ramadan, do nascer ao pôr-do-sol, os muçulmanos fazem jejum. É proibido se alimentar, beber e praticar relações sexuais. Além das cinco orações diárias, nestes dias os muçulmanos fazem a sexta oração, a Tarawih, específica para o período do Ramadan.
  Segundo Achcar, que há 13 anos se converteu ao Islamismo, o Ramdan exige muita disciplina e, apesar da tradição, pessoas doentes, mulheres menstruadas, gestantes ou no pós-parto, não são obrigadas a fazer o jejum.
  Nenhuma cerimônia especial é realizada no início do período. Apenas no primeiro dia do mês seguinte (Shawal), as famílias se reúnem ao meio-dia na mesquita numa festa de confraternização. Neste dia, os muçulmanos também costumam visitar a casa das famílias.

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