Muçulmanos comemoram mês sagrado do Ramadã
Maigue Gueths
De Curitiba
Desde ontem, muçulmanos de todo o mundo, estão comemorando o mês sagrado do Ramadã. A data lembra o período em que foi revelado o Sagrado Alcorão (a bíblia dos islâmicos), que aconteceu há cerca de 1,4 mil anos. Como os islâmicos seguem o calendário lunar e não o gregoriano, este ano o Ramadã vai de 9 de dezembro até a entrada da próxima lua nova, aproximadamente em 7 de janeiro. Calcula-se que no Brasil existam cerca de 1,5 milhão de islâmicoscom maior concentração no Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Embora não haja números precisos, só em Curitiba estão entre 20 a 30 mil.
O Ramadã é o mês do arrependimento. Neste período, os muçulmanos dedicam-se a conhecer mais o Alcorão e devem fazer jejum durante todo o dia, não podendo alimentar-se ou ingerir líquidos entre aproximadamente 5 horas e 20h30min. O jejum, para os árabes, tem caráter de um sacrifício para conseguir a proximidade com Deus, assim como a purificação física e espiritual dos praticantes.
O Ramadã é o mês em que Deus nos obriga a fazer jejum para nos provar diante de sua vontade e para limpar o espírito. Além de deixar de beber e comer, também há algumas práticas, como fazer súplicas e ler o Sagrado Alcorão para chegar mais perto de Deus, diz o xeque Mohamed Al Khalil, líder religioso da Mesquita de Curitiba Imam Ali.
Para ele, o Ramadã é uma época nova para que o muçulmano possa organizar a sua vida espiritual. O 23º dia do Ramadã, que este ano coincidentemente cai no dia 31 de dezembro, é considerado a Noite do Decreto, quando Deus organiza todas as atividades do mundo, da gente, tudo que terá relação com o futuro de cada pessoa, diz o xeque. Por isso, nesta noite recomenda-se aos muçulmanos que rezem muito, fazendo pedidos pessoais.





