No silêncio da mesquita, a oração Eid feita em árabe mais parece um canto. Homens ajoelhados ou sentados no chão, sem os sapatos, usando túnicas e gorros, rezam, enquanto as mulheres, também descalças, cobertas com suas túnicas e lenços, fazem o mesmo, numa sala separada. Eles participam da celebração que encerra o Ramadã, mês considerado sagrado para os islâmicos.
A celebração acontece duas vezes por ano. A primeira delas foi realizada ontem e em Londrina reuniu cerca de 50 pessoas na Mesquita Islâmica Rei Faiçal, no bairro Aeroporto. A segunda celebração acontece no início de janeiro.
Nesta primeira celebração, durante 29 ou 30 dias, os islâmicos jejuam desde o nascer até o pôr do sol. Nesse período aproveitam para rezar. Dessa maneira, eles se sentem mais próximos dos irmãos que sofrem e acreditam melhorar o mundo.
De acordo com o sheik Yamani Abdul Nurmuhammad, no calendário islâmico, o dia de ontem significa o 9º mês do ano. Para os islâmicos, o ano é 1425 porque a contagem começou a ser feita depois da viagem do profeta de Meca para Madina. ''No segundo ano depois da hégira (imigração) do profeta, foi quando se deu a obrigação do jejum para os muçulmanos''.
O sheik explica que depois dos 29 ou 30 dias da visualização da lua, acontece o término do mês do Ramadã. ''Esse dia é de festa, porque acaba o jejum e as pessoas podem comemorar e se confraternizar com a família e os amigos''.
O jejum, a partir daí, é opcional.

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