Muçulmanos comemoram a chegada do Ramadã
PUBLICAÇÃO
sábado, 19 de dezembro de 1998
Da Redação 
Muçulmanos de todas as partes do mundo comemoram hoje a chegada do Ramadã, nome do mês lunar do calendário islâmico, quando teria sido revelado o Alcorão Sagrado. A revelação, segundo os muçulmanos, foi feita ao profeta Nohamad ainda no ano de 610 antes de Cristo. Pela tradição islâmica, durante 30 dias os muçulmanos adultos e sadios vão fazer jejum do nascer até o pôr-do-Sol. Neste período, não poderão comer, beber, fumar ou mesmo praticar sexo.
O jejum, para os muçulmanos, é um dos cinco pilares do Islamismo, revelados no Alcorão. O objetivo é igualar as pessoas - independentemente da classe social -, para que todas possam passar pela experiência da fome. Os outros pilares são a peregrinação à Meca, na Arábia Saudita, ao menos uma vez na vida (desde que haja condições físicas, de saúde e financeira); fazer oração cinco vezes ao dia; fazer doações aos pobres; e a certeza de que há um só Deus e que Mohammad foi seu último mensageiro.
Crianças, mulheres em período de menstruação ou até 40 dias após dar à luz, gestantes, mulheres que estão amamentando, pessoas enfermas e idosas estão dispensadas do jejum. No caso de gestantes ou doentes, por exemplo, o jejum deverá ser feito assim que for possível, em qualquer data. Já crianças e idosos substituem o jejum por doação aos pobres, como roupas e comidas.
Em todo o mundo, comemoram o Ramadã cerca de 1,3 bilhões de pessoas. Somente no Brasil são aproximadamente 1 milhão de pessoas, espalhadas em 40 mesquitas e centros islâmicos. No Paraná, até o ano passado, a expectativa era de 10 mil famílias, metade delas residentes em Foz do Iguaçu. Curitiba concentra 600 famílias e em Londrina, até o ano passado, 300 pessoas.


