MST reclama de truculência policial com estudantes
Trabalhadores sem-terra que participaram da reunião ontem denunciaram ao secretário de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, a truculência de policiais que estavam em Querência do Norte desde a última terça-feira. Segundo Celso Angnhoni, líder do MST, dois policiais encapuzados teriam vistoriado um ônibus de estudantes que passa pelos acampamentos dos sem-terra e um carro de uma professora da cidade. A abordagem dos policiais foi por volta das 23 horas.
Segundo os sem-terra, a presença e forma de abordagem dos policiais deixaram os moradores preocupados. Ninguém aqui é bandido. Todo mundo é trabalhador e não tem medo de mostrar o rosto, porque então o policial estava encapuzado e usando de truculência para vistoriar os estudantes, disse Angnhoni. Diante das denúncias, o comandante da Polícia do Interior do Paraná, coronel Luiz Fernando de Lara, pediu investigação do caso. Segundo ele, nenhum comando da PM deu ordem para as abordagens citadas.
VistoriasSegundo a superintendente do Incra no Paraná, Maria de Oliveira, das 17 áreas ocupadas por sem-terra, o Incra já vistoriou 11. Segundo Maria de Oliveira, as fazendas consideradas improdutivas pelo Incra são Porangaba II, Doralúcia, São Vicente, Santa Amélia, Monte Azul e Santa Silva.
Ela não soube informar se os técnicos do Incra já realizaram vistorias nas fazendas Santa Ana e Santo Antônio. As fazendas Dois Córregos, Água da Prata, Piedade e Junqueira foram consideradas produtivas pelo Incra. A desapropriação da Porangaba II, segundo ela, depende da decisão da Justiça.





